<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615</id><updated>2011-12-05T13:09:14.089-08:00</updated><category term='video'/><category term='Imagens'/><category term='Post Normal'/><title type='text'>Grunge, o Peixe</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>71</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-6711555971988945962</id><published>2010-04-28T16:37:00.000-07:00</published><updated>2010-04-30T11:43:36.438-07:00</updated><title type='text'>BORDERLINE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando era menor, eu gostava de andar me equilibrando sobre o meio-fio. Para deixar a brincadeira mais emocionante, você pode fingir que de um lado há lava incandescente e de outro um precipício, por exemplo. Era isso que eu fazia, mas você pode  pensar em qualquer outro elemento ameaçador, como um pântano com crocodilos, fosso com cobras, areia movediça... enfim, fica a seu critério. O importante é que realmente acredite naquilo que imaginou; que se der um passo em falso, não irá pisar no asfalto, ou na calçada, caso o contrário, a brincadeira perde toda a graça. Você pode fechar os olhos se preferir. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Depois de um tempo, a ansiedade começa a crescer, o medo de cair na lava ou no precipício só aumenta as chances de isso acontecer, e o meio-fio é tão estreito; se você parar para pensar um pouco, talvez se dê conta de que o meio-fio é sempre tão estreito... Não há ninguém lá para te ajudar; não, não é assim que a coisa funciona. Não há cordas ou corrimãos servindo como guia, nada para se apoiar. Algumas vezes, sinto vontade de simplesmente desistir, pular de uma vez. Acho que escolheria o precipício, queimaduras me parecem uma agonia demasiada. E andar medindo os passos, na iminência do fim a qualquer momento, não seria uma agonia insuportável?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Também penso um pouco sobre as pessoas que realmente gostam de mim, na falta que sentiriam se, por ventura, meus pés saíssem daquela linha segura. Não seriam muitas, são poucas as pessoas que gostam de mim de verdade e, provavelmente, com você não deve ser diferente. Sempre esperam que você siga o roteiro e fale aquele monte de besteiras sem sentido; se você se nega, suas chances de ser bem quisto diminuem; se você aceita, depois, sente-se um completo idiota. Nunca entendi o que todos têm contra o silêncio, como se as pessoas que estão em um grupo qualquer fossem obrigadas a interagir o tempo todo. Provavelmente, mais uma dessas heranças culturais e sociais estúpidas que, em maior ou menor número, acabamos internalizando, por mais que doa admitir. De qualquer forma, acho que cabe ressaltar que falar a esmo soa, para mim, como um grande equívoco. Não estou dizendo que seja uma regra, mas, pelo o que consigo recordar, as pessoas mais legais que já conheci não falavam muito. O oposto também vale, acho que nunca conheci alguém que achasse chato que não fosse um falante inveterado. Não posso dizer se os chatos são pessoas que falam demais, ou se pessoas que falam demais são chatas; talvez esclarecer isso também não fizesse muita diferença. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Não pense também que sou um desses ranzinzas, que implica com todos e tudo. Acho sinal de ignorância não saber admitir que o outro é bom em alguma coisa (não uso a palavra infantilidade porque simpatizo com a infância), e sei que há várias pessoas que não sabem fazer isso. Às vezes, quando estou lá, me equilibrando no meio-fio, me dou conta do quanto consigo ser amargurado em alguns momentos (tenho uma certa resistência em usar a palavra “triste”, apesar de achar que ela encaixaria melhor, penso que ela me exporia demais). É como se a coisa toda viesse feito uma avalanche e me deixasse soterrado, e, quase sempre, isso acontece de uma hora pra outra. Também há momentos em que consigo perceber coisas arrebatadoramente bonitas, a maioria delas pode parecer estúpida pra você. A questão é que as cores exercem um certo fascínio sobre mim, e a luz do sol refletindo sobre papéis de bala ou latinhas de refrigerante num terreno baldio pode fazer valer o meu dia. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Vez ou outra, me pergunto o que eu realmente desejo. Claro que há várias coisas, alguns dizem que são as nossas vontades que nos mantém vivos; no entanto, penso que, caso consiga chegar em casa me equilibrando neste meio-fio, seria muito agradável deitar em minha cama e sentir que a falta de pretensão fez de mim um pouco mais verdadeiro e muito mais livre. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-6711555971988945962?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/6711555971988945962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=6711555971988945962' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/6711555971988945962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/6711555971988945962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2010/04/borderline.html' title='BORDERLINE'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-7816174104353749801</id><published>2010-04-04T10:45:00.000-07:00</published><updated>2010-04-04T10:55:35.402-07:00</updated><title type='text'>Blog</title><content type='html'>Faz algum tempo que não escrevo nada aqui (provavelmente voltarei a postar). No entanto, tenho postado regularmente, uma históra descompromissada, neste endereço:&lt;a href="http://projeto-vortex.blogspot.com"&gt; http://projeto-vortex.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-7816174104353749801?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/7816174104353749801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=7816174104353749801' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/7816174104353749801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/7816174104353749801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2010/04/blog.html' title='Blog'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-2580512173092837377</id><published>2009-12-16T20:20:00.000-08:00</published><updated>2009-12-16T20:23:39.449-08:00</updated><title type='text'>PUERIL</title><content type='html'>A felicidade que nunca esteve.... ali onde poderia estar&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A felicidade que sempre esteve.... a um passo de onde posso pisar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sempre me falta algo, que parece ser mais que tudo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A única meta, o único alvo... é dar sentido ao absurdo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Quem és afinal? Pedaço de matéria insaciável.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Qual é este mal? Que a ti parece incurável.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quem te fez brotar? Pedaço de carne, assim, do nada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Qual é este lugar? Qual o começo, onde acaba?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Da poeira se fez vontade&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Da busca se fez dor&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A cura de ser metade&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É completar-se de torpor?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A este mistério chamo EU&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É assim, sentir o sem sentido&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se o não-nascido não morreu&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não sabe o que é ter vivido &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um eterno recomeço &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Do naco de pão ao suspiro de prazer&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É este o preço?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Do jogo estranho de viver.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“A ilusão do eterno não te conforta?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A boca do mistério não te traz esperança?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pequeno cisco de desejo que comporta&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Curto presente, distante futuro, fugaz lembrança”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Percebo que não percebe...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;ilusório é tudo, eterno e passageiro&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;queda que não acaba, sem haver despenhadeiro&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Muro que não se ergue&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“De onde veio? Pra onde vais?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pequena criatura, entre o sempre e o jamais&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como te chamam os teus iguais?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não há iguais, só há estranhos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De tantos desejos e tantos nomes&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De diferentes formas e tamanhos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dizem que ser isso é ser Homem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pedaço de pergunta sem resposta&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Carne dolorida e passageira&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O chão que é o útero em que repousa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Amanhã te tomará como poeira&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-2580512173092837377?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/2580512173092837377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=2580512173092837377' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/2580512173092837377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/2580512173092837377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2009/12/pueril.html' title='PUERIL'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-8995905449299497559</id><published>2009-12-02T19:31:00.000-08:00</published><updated>2009-12-02T19:43:47.817-08:00</updated><title type='text'>OUTSIDER</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chovia um pouco, e eu estava nesta floresta de pinheiros com este meu amigo. Eu adoro o cheiro de pinheiro quando chove, adoro mesmo, não é conversa fiada, do tipo desse pessoal que diz que adora o diabo a quatro, só que no fundo nem gosta de verdade. E eu estava usando este meu chapéu de caça, a verdade é que ele é revestido com um tipo de pele que faz a minha cabeça suar e coça pra caramba, mas eu gostava de usar ele, acho que é o chapéu mais legal que eu já tive. E também, neste dia, eu e este meu amigo tínhamos ido caçar. O meu amigo era bom mesmo no troço, nunca vi o safado errar um tiro. Eu sempre tive pena de atirar nos animais e tudo, e ficava meio apavorado quando ouvia o estampido do tiro. Tanto é que neste dia eu nem estava levando espingarda porcaria nenhuma. Estava indo junto só pra poder conversar e acender uma porcaria de cigarro no meio dos pinheiros. Deus, como eu gostava daqueles pinheiros! De verdade mesmo. &lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Você ainda está saindo com aquela garota? – ele me perguntou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Eu estranhei, porque ele nunca puxava conversa, nunca. Era praticamente uma odisséia arrancar meia dúzia de palavras do sujeito. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Qual?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Você sabe qual. Aquela que faz a porcaria de curso de alemão com você.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- É italiano, eu faço curso de italiano. Porque a minha família é descendente e tudo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Que seja... alemão e italiano é tudo a mesma droga.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Você manja mesmo dessas coisas de língua. Dá pra sacar logo quando um cara manja dessas coisas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Falei pra encher o saco. Sei lá por que cargas d’água, sempre dou um jeito de encher as pessoas que eu gosto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- A gente tem saído junto sim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Ela é uma garota legal; não faça merda com ela. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Eu sei, por que você está me falando isso? Nunca fiz merda com garota nenhuma...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Você tem que tomar conta dela, sabe como? Você é o tipo de pessoa que precisa cuidar de alguém; eu sinto isso em você. Vê se não vira um tipo assim como eu... não sei por que você tem insistido em andar comigo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ele não olhava pra mim enquanto falava. Estava com a espingarda às costas e usava um chapéu parecido com o meu. O chão estava todo molhado, e os galhos de pinheiro soltavam um cheiro ainda mais forte enquanto a gente pisava sobre eles. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Qual é? No fundo, mas bem no fundo mesmo, até que você é legal. Suportável, talvez.... – falei rindo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Eu gosto de comer sozinho. Você sabe quando uma porcaria de sujeito é infeliz quando ele gosta de comer sozinho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Juro que me deu uma pena desgraçada dele quando ele disse isso. Não sabia que porcaria falar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Sabe a garota do italiano, ela é legal pacas mesmo. Nem sei direito o que nela é tão legal assim, sei que nunca conheci ninguém igual a ela. Aí semana passada eu falei pra ela aquele lance igual ao Caulfield. Falei que a gente tinha que cair fora, que podia morar numa porcaria de cabana ou algo assim, e eu trabalharia de frentista em algum posto qualquer e essas coisas, e que a gente ia acabar sendo muito mais feliz que esse bando de otário que estuda com a gente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Cala boca... não vai fazer merda. As coisas não funcionam assim. Vocês dois são acostumados com a vida boa. Comida na mesa quando chegam da aula, banho quente e assistir a TV a tarde toda. Não iam agüentar uma semana numa droga de cabana. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Você acha que eu preciso dessa porcaria toda? Não preciso não, meu amigo. Está aí uma coisa que eu não preciso...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Tudo bem, você está certo. Não sei como pude me enganar. Você exala a uma vida dura, é só olhar essas suas mãos calejadas – disse ele me ironizando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O safado também sabia ser irônico. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Por que você gosta tanto de caçar? – perguntei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Pela droga do silêncio – ele respondeu tentando cortar o assunto. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Qual é?! Você leva as coisas a sério demais. Fala aí, por que um cara péssimo de pontaria e tudo insiste em sair caçar por aí...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Falei só pra encher mesmo, o safado nunca errava um tiro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Sei lá... que porcaria de pergunta! Talvez seja por aquele momento antes do tiro. Quando você já viu o animal e ele ainda não te viu. Você já sabe que a coisa toda vai acontecer, que você vai atirar e ele vai morrer. E você não sabe por que ele apareceu naquela hora, e por que você estava ali também. E tudo parece tão sem sentido e você se sente estranho. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- E por que você gosta disso?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Não sei...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A gente continuou andando. Estava chovendo e, às vezes, caiam uns pingos de chuva maiores em mim, dos galhos das árvores. Não sei direito por que, mas eu estava me sentindo tão bem de estar ali com o meu amigo e com o cheiro de pinheiro. Sei que já falei isso, mas eu sou simplesmente doido por cheiro de pinheiro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Aí a gente foi embora. E eu dormi, talvez um ano ou dez, ou dez mil. E você não vai acreditar, mas, quando eu acordei, eu estava nesta floresta de pinheiros, com este meu amigo. E eu usava um chapéu de caça, que esquenta um pouco e faz a minha cabeça coçar, mas eu sou doido por ele. Nossa, às vezes, as coisas parecem tão estranhas...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-8995905449299497559?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/8995905449299497559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=8995905449299497559' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/8995905449299497559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/8995905449299497559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2009/12/outsider.html' title='OUTSIDER'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-5363269754877649661</id><published>2009-10-02T05:19:00.000-07:00</published><updated>2009-10-02T05:27:27.134-07:00</updated><title type='text'>SUNDAY MORNING...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É engraçado... eu não consigo lembrar de como cheguei aqui. Tudo o que sei é que aqui estou, nesta rua vazia, chutando esta lata. Está uma manhã bonita, bonita mesmo, e não está ventando. Gosto de chutar latas por aí, principalmente quando não está ventando. Não sei que rua, bairro ou cidade é esta, mas simplesmente não me importo. Tudo que sei é que sigo a lata que estou chutando, e me sinto bem. Não sei de muita coisa, e me sinto tranqüilo por isso. Acho que as pessoas que sabem várias coisas são chatas, porque quase sempre querem mostrar que sabem muitas coisas... Como não sei quase nada, não esperam muito de mim, eu acho. Não tenho certeza disso porque não me lembro direito, só tenho essa impressão. &lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Há algumas casas bonitas por aqui, mas algo me diz que as pessoas que moram nelas não são felizes. Abriram mão de muitas coisas para poderem ter casas bonitas, e no fundo, acham que não valeu a pena. É essa impressão que tenho. Sei que não vou ter nenhuma casa bonita, abri mão disso porque gosto de chutar latas por aí. Às vezes, também acho que não fiz a escolha certa. Mas não estou triste; não agora. Não há motivos para estar triste, hoje está uma manhã bonita, e não está ventando. Gosto de chutar latas por aí, principalmente quando não está ventando. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-5363269754877649661?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/5363269754877649661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=5363269754877649661' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/5363269754877649661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/5363269754877649661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2009/10/sunday-morning.html' title='SUNDAY MORNING...'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-2895995853956284892</id><published>2009-09-14T07:44:00.000-07:00</published><updated>2009-09-14T08:12:01.799-07:00</updated><title type='text'>SOBERBA</title><content type='html'>Nunca fui supersticioso. Não acredito nessa história de sobrenatural e coisa que o valha, mas ontem me ocorreu algo estranho. Bebi um pouco, talvez não tão pouco, porque, cada vez com mais freqüência, o álcool parece ser uma das poucas alternativas que vale o custo-benefício (embora provavelmente também não valha; pelo menos, não se descobre isso a curto prazo). Voltava para casa sentindo um tipo de alívio, encarando as coisas com menos seriedade, de uma maneira que somente a santa embriaguez proporciona. Foi então que um senhor, sentado ao chão, enrolado em um velho cobertor surrado e com as costas encostadas contra o muro me disse:&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Você gosta de escrever, não gosta?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Provavelmente, não sei direito por que, se eu não estivesse bêbado, não teria lhe dado ouvidos. Mas, no estado em que eu estava, senti uma incontrolável vontade de conversar com ele, por pouco não me sentei ao chão do seu lado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Gosto... gosto sim – eu ri. – O que é mais trágico nisso tudo é que eu gosto de verdade. Não sei se você me entende, mas tem muita gente por aí que lê sem gostar, e escreve sem gostar também. Mas eu, eu sou um desses desgraçados que precisa disso... mas não me orgulho. É como se fosse uma fuga, sabe? Quando leio, estou em um outro lugar, que não nesta rua miserável em que estamos agora, e nem deitado em minha cama a dois quarteirões daqui. É algo parecido com o álcool... E quando eu escrevo... quando eu escrevo, é diferente, fujo para longe também, embora muitas vezes aquilo do que desejo fugir acabe vindo à tona. Mas quando se escreve, o controle é fascinante, você me entende? Não importa que imprevisto possa acontecer na porcaria da minha história, para mim, nunca será um imprevisto. Eu estou no controle, lá, neste lugar para onde eu fujo. Não importa o quanto você seja sensível, passional e inspirado... a grande verdade é que a literatura é uma arte racional.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O velho riu. Dentes amarelos corroídos, com manchas escuras. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Gosto de você.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Não sei por qual razão, quando ele me disse aquilo quase caí &lt;st1:personname productid="em prantos. Choro" st="on"&gt;em prantos. Choro&lt;/st1:personname&gt; pouco, lembro de ter chorado no máximo uma meia dúzia de vezes em minha vida. Mas há algumas situações que aos outros parecem banais que a mim soam tão deprimentes que mal consigo me controlar. Senti vontade de me ajoelhar, de beijar aquele rosto sujo e feio e agradecer... agradecer mil vezes por um ser vivo, que sente, pensa e é livre, ter escolhido gostar de mim. Senti vontade de dizer que também gostava dele. Não, senti vontade de dizer que o amava por ter me dito aquilo, naquele momento em que eu voltava embriagado para a minha casa... lembrei que tinha algum dinheiro no banco, sacaria tudo, até o último centavo e daria a ele. Porque, afinal, ele gostava de mim, e isso era tanto! Quase mais do que eu podia suportar naquela hora. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Mas, sei que isso é algo difícil de se ouvir, mas você não é bom. Digo, na literatura...você não é bom. Não que seja ruim, mas não é brilhante. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Dor. Eu quis morrer. Quis matar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Por que você diz isso? Você me odeia, não é mesmo? Olha, você ainda tem esse seu cobertor velho, e esse seu sapato furado. E eu, o que eu tenho? Eu só tenho as minhas histórias e mais nada. Sei que você não vai entender, mas está vendo esse meu casaco quente e confortável, essa minha calça limpa e bem passada, ou esse meu sapato lustrado... eu não tenho nada disso. Eu nunca tive.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Eu entendo. Eu sei disso tudo que você está me falando. Sei que nós dois temos muito pouco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Então, por que me diz isso? Por acaso gostaria que eu roubasse suas roupas e o deixasse jogado ao relento nesta noite fria?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Só disse isso que lhe disse porque posso ajudá-lo. Hoje é um daqueles dias pelos quais você sempre espera e que, no fundo, teme que nunca chegue. Não importa como, posso fazer algo por você. Posso fazer com que você escreva como ninguém, as histórias mais criativas, as idéias mais originais... Posso fazer de você o melhor escritor que já existiu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Talvez pela bebida, não sei direito, mas o fato é que acreditei piamente naquilo que o velho me falava. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Por favor, por favor faça isso – disse tombando de joelhos, eufórico, olhos marejados. – Livre-me da mediocridade na única coisa em que me importa ser bom. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Mas há um porém. Ninguém nunca poderá ler uma linha sequer do que você escrever a partir de então. Será o melhor de todos, mas ninguém além de você saberá disso. Está disposto a pagar esse preço?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Bem, como você está lendo este texto, sabe que escolha eu tomei. Aquele velho parecia muito sábio, de uma maneira até mesmo fantástica. No entanto, o que ele não se deu conta é que em momento algum estive realmente surpreso. Afinal, ele estava em minha história, o único lugar em que controlo tudo, e não há um imprevisto sequer. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-2895995853956284892?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/2895995853956284892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=2895995853956284892' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/2895995853956284892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/2895995853956284892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2009/09/soberba.html' title='SOBERBA'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-5860781366031263595</id><published>2009-09-10T22:12:00.000-07:00</published><updated>2009-09-11T04:07:49.436-07:00</updated><title type='text'>CURTO DIÁLOGO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele andava pela rua, distraído como sempre. Absorto? Ela andava pela rua. O fim de mais um dia de trabalho. Um pouco ressentida, pensava em algo que devia ter dito quando a ofenderam, mas que não disse. De repente, ele a aborda:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Olha, eu sei que isso vai parecer estranho... mas eu te vi caminhando e, quando nossos olhos se encontraram, pensei, será que você pode me ajudar?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Pois não? _ disse ela num tom complacente. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Acho que não é isso que você pode estar pensando... Eu não quero nenhuma informação, nem nada do gênero. Eu só pensei que talvez você pudesse me ajudar... se acha que não, por favor, me diga agora; se não disser, será muito pior mais tarde. E então, o que você me diz?...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-5860781366031263595?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/5860781366031263595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=5860781366031263595' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/5860781366031263595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/5860781366031263595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2009/09/curto-dialogo.html' title='CURTO DIÁLOGO'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-924336660733807498</id><published>2009-07-13T13:14:00.000-07:00</published><updated>2009-07-13T13:18:40.954-07:00</updated><title type='text'>The Elephants Die Alone</title><content type='html'>I  woke up... without my teeth, I can not smile&lt;br /&gt;I like so much… the way she sleeps, her profile&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice, perdi minha flauta e minha lira,&lt;br /&gt;mas juro que nunca fui cínico&lt;br /&gt;Será a tragédia a minha sina&lt;br /&gt;ou é só o meu eu – lírico?&lt;br /&gt;Consegui seguir teus passos&lt;br /&gt;enquanto seguias o coelho branco?&lt;br /&gt;Ou ser seguida é muito chato&lt;br /&gt;E acaba em desencanto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por que me falas em sina?&lt;br /&gt;Solitário flautista andante&lt;br /&gt;No país das maravilhas&lt;br /&gt;Nada é como antes&lt;br /&gt;De cabeça para baixo ou de pés para cima&lt;br /&gt;De frente para trás, ou de trás para diante”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu sei... tudo muda num instante&lt;br /&gt;Numa hora, pequenina; e noutra, gigante&lt;br /&gt;Antes a morte que a rotina e o igual entediante.&lt;br /&gt;Encontrei a canção perfeita, nunca jamais tocada&lt;br /&gt;Que só pode sair direita, em flauta torta ou quebrada&lt;br /&gt;E tu sabes se estás fugindo ou à procura?&lt;br /&gt;Ou à procura enquanto foges...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não me sinto em casa em nenhum mundo&lt;br /&gt;Por que este gato tanto sorri?&lt;br /&gt;Há este meu medo tão profundo&lt;br /&gt;Que não revelaria nem a ti”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Although you’re not good, you still being the best&lt;br /&gt;First finish the job, than maybe you can rest&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Remember what I told&lt;br /&gt;If there is no pain, sorry, no pen, write with your blood&lt;br /&gt;But, if there are no ideas, I guess you’re just too old&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So, my friend, help me to find the true&lt;br /&gt;Is it better to be dead than cold, or better to be dead than cool?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hey mammy, where is my fake gun? Where are my broken toys?&lt;br /&gt;They said that I’ve never had fun, that I’ve never had joy&lt;br /&gt;Here I am, just your little sick… your little sick boy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I’d rather be high, than crawling in the shit&lt;br /&gt;First you need to tie, and after you need to hit&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If you’re bad on your own language, find a foreign one&lt;br /&gt;But if you’re bad on both, I guess you’re already done&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I know what they said, and I know what they thought&lt;br /&gt;“There was no love gain, and there is no love lost”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Too many reasons to live, too many reasons to die&lt;br /&gt;Too many reasons to forgive, and too many to deny&lt;br /&gt;Too many reasons to be clean, and too many to be an addict&lt;br /&gt;Until this boring story finish, just keep following the rabbit&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I don’t know I don’t know I don’t know I don’t know&lt;br /&gt;I don’t know I don’t know I don’t know why….&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-924336660733807498?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/924336660733807498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=924336660733807498' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/924336660733807498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/924336660733807498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2009/07/elephants-die-alone.html' title='The Elephants Die Alone'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-8657185143752177460</id><published>2009-06-03T09:00:00.000-07:00</published><updated>2009-06-03T09:17:56.813-07:00</updated><title type='text'>EsqQUIzoFrEnIA PARANOID</title><content type='html'>“Perdendo cansaço... digo, contato.”&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Interrompendo transmissão...”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Perdendo contato.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Meu Deus, Johnny!! Meu Deus... o que é isso? Nós estamos caindo... você não pode deixar cair agora...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Que merda, Sr. B., nós estamos caindo há pelo menos uma vida, será que não percebeu? O que você está fazendo aqui? Tentando assumir o avião?... O meu avião. A minha porcaria de avião. Volte para a minha caixa preta, quem sabe um de nós sobreviva à truculência... digo, turbulência”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Perdendo controle... digo, contato. Merda! Merda! Merda!” &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Perdendo contato, não controle.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Interrompendo transmissão...”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Ei, Johnny, agora que você não precisa mais se preocupar com o avião, quem sabe, consiga dormir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Cala a boca, Sr. B., por favor, apenas cale a boca.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Transmissão interrompida por tempo indeterminado.”&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-8657185143752177460?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/8657185143752177460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=8657185143752177460' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/8657185143752177460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/8657185143752177460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2009/06/esqquizofrenia-paranoid.html' title='EsqQUIzoFrEnIA PARANOID'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-5619258895277618314</id><published>2009-05-24T09:47:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T14:42:41.466-07:00</updated><title type='text'>II - Aquarela de Outono</title><content type='html'>(Esta poesia é de uma outra personagem do meu livro, Contos de Fado. A personagem se chama Ângela).&lt;br /&gt; &lt;!--[endif]--&gt;II - Aquarela de Outono&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;Você olha pela janela e vê a chuva de estrelas&lt;br /&gt;E o brilho é tão bonito, que você quase chega a compreender&lt;br /&gt;Que conhecer o infinito é simplesmente não saber&lt;br /&gt;E hoje você sabe, que, na verdade, sempre conhecera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você olha pra dentro e esquece&lt;br /&gt;Que quando você lembra começa a esquecer&lt;br /&gt;Que a chuva de estrelas desaparece&lt;br /&gt;Se você quiser entender&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que você não entende&lt;br /&gt;Que toda estrela é diferente&lt;br /&gt;E a igualdade se paga&lt;br /&gt;Com tudo que se apaga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você olha pela janela&lt;br /&gt;E não há mais estrela, nem céu...&lt;br /&gt;E a esperança que há nela&lt;br /&gt;Se faz das dores a mais cruel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque enquanto você procura&lt;br /&gt;Luta, tenta, come e vaga&lt;br /&gt;A noite cada vez mais escura,&lt;br /&gt;No final tudo se apaga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é assim que acaba&lt;br /&gt;Quando se entrega&lt;br /&gt;É assim que se paga&lt;br /&gt;Quando se apega&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;Pare de cortar o tornozelo,&lt;br /&gt;Talvez o pulso&lt;br /&gt;Por que não raspa o cabelo?&lt;br /&gt;Por falso impulso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo explicar&lt;br /&gt;(sou tão burra)&lt;br /&gt;Não sei me adaptar&lt;br /&gt;(sou uma intrusa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tantos grupos&lt;br /&gt;(não faço parte)&lt;br /&gt;Não consigo tentar&lt;br /&gt;(sou tão covarde)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre achei meu nome tão feio&lt;br /&gt;Mas dito por sua boca parece poesia&lt;br /&gt;Da maneira que sonhei você veio&lt;br /&gt;E já nem lembro mais o que temia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só me acorda para ver o fim do mundo&lt;br /&gt;Cada comprimido &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vale um&lt;/span&gt; sono profundo&lt;br /&gt;Prefiro a falsa paz que a dor verdadeira&lt;br /&gt;Um penhasco, a beira da loucura leva à beira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço passos dele lá fora&lt;br /&gt;Está rondando minha casa&lt;br /&gt;Tanto faz se será ontem, amanhã ou agora&lt;br /&gt;Marcou minha alma com ferro em brasa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Karma-furacão&lt;br /&gt;Me leva ao céu me joga ao chão&lt;br /&gt;Karma-cão-de-caça&lt;br /&gt;Caça o caçado e o cão que caça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Karma-sentinela&lt;br /&gt;Ninguém foge ou escapa&lt;br /&gt;Choro à tua espera&lt;br /&gt;No final, tudo se paga&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-5619258895277618314?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/5619258895277618314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=5619258895277618314' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/5619258895277618314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/5619258895277618314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2009/05/ii-aquarela-de-outono.html' title='II - Aquarela de Outono'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-6458820591948405405</id><published>2009-04-27T21:23:00.000-07:00</published><updated>2009-08-25T07:10:01.862-07:00</updated><title type='text'>ROLAMENTO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os pequenos detalhes são extremamente curiosos. Porque costumam deflagrar a especificidade de uma determinada coisa e, porque, em alguns casos, têm uma grande repercussão. Pode parecer uma fala meio batida, mas extremamente válida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Havia esse casal de namorados, estavam completamente apaixonados. Eis que quando comiam, num dia qualquer e numa lanchonete qualquer, a moça percebeu um pedaço de alimento preso nos incisivos do rapaz. E aquilo lhe pareceu tão medonhamente repugnante como jamais imaginaria. E a forma como ele falava e ria, inconsciente do ridículo, causava-lhe uma repugnância ainda maior. Mas simplesmente não conseguia avisá-lo, parecia haver algo de hipnótico na repugnância que a imagem provocava nela. O fato é que, depois daquele dia, nunca mais o viu com os mesmos olhos e, pouco tempo depois, terminou o namoro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Havia este menino que simplesmente idolatrava seu pai. O homem parecia ter uma conduta impecável aos olhos do garoto. Um dia, um desses sujeitos que tenta sobreviver coletando material reciclável para a revenda acabou esbarrando com o seu carrinho na lataria do carro do pai &lt;st1:personname productid="em questão. O" st="on"&gt;em questão. O&lt;/st1:personname&gt; episódio, talvez por uma seqüência de outros pequenos detalhes que geralmente acabam omissos, desencadeou tal ira no homem que o binômio causa-efeito pareceu racionalmente inexplicável. Teve origem uma seqüência de impropérios e gestos que beiraram os safanões. A imagem do pobre coitado, simplório e acuado, e do pai colérico jamais foi apagada da memória do menino. E ele jamais viu seu pai da mesma forma. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Havia esse rapaz que nutria uma profunda admiração pelo seu professor. Via-o como se fosse a própria sabedoria personificada. Mas eis que um dia o tal mestre empregou uma palavra errada, um erro que muitos veriam como algo banal, mas que para o aluno foi uma falta sem perdão. Em vez de “a pupila dilatou”, o homem disse “a pupila delatou”. O rapaz desejou que seu professor houvesse morrido a ter dito aquilo. E nunca mais o viu com os mesmos olhos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Existe uma espécie de padrão no que aqui foi narrado. Profunda admiração, seguida de uma pequena falta, ou algo do gênero, e, finalmente, uma enorme decepção aparentemente injustificável. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Eis que o narrador que vos fala tem uma curiosa relação com as pessoas. Sente por elas uma profunda admiração e, ao mesmo tempo, sente-se decepcionado com todas elas. Mesmo com aquelas que ainda não lhe apresentaram falta alguma, ou até mesmo com aquelas que ainda nem conhece. Então, meu amigo, estive pensando sobre isso tudo de uma maneira muito confusa e tive esse estranho desejo de ver o apocalipse sentado ao seu lado. Por mais que eu mesmo não acredite no apocalipse. Mas foi esta imagem que me passou pela cabeça, o alto de uma montanha num final de tarde e o fogo devorando tudo. Então, riríamos uma última vez antes de sermos engolidos pelas labaredas. E sei que seria um riso espontâneo e sincero. Seria melhor do que decepcionarmos uns aos outros e a nós mesmos ao depararmo-nos com uma vida estável e enfadonha. Às vezes, esse binômio causa-efeito me deixa profundamente intrigado. A maneira como não falha. Creio que a única saída seja ignorar as inevitáveis conseqüências.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-6458820591948405405?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/6458820591948405405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=6458820591948405405' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/6458820591948405405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/6458820591948405405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2009/04/rolamento.html' title='ROLAMENTO'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-6480149192193520276</id><published>2009-04-18T10:16:00.000-07:00</published><updated>2009-04-18T10:22:25.891-07:00</updated><title type='text'>A Caixa de Dora</title><content type='html'>Esta poesia é de uma personagem minha, chamada Dora, do livro "Contos de Fado", que você encontra na banca mais próxima a sua casa (na verdade, você não encontra não, porque sou um pseudoescritor sem editora, mas tem pra baixar aí ao lado, se o link ainda não expirou...) &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt"&gt;A Caixa de Dora&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Se meu passado fosse mais que perfeito&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Meu futuro não seria do pretérito&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Se a perfeição não fosse meu único defeito&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Errar não seria meu maior mérito&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Não, eu não falava do futuro do presente&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Não, eu não esperava presentes do futuro&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;É que a ausência sempre esteve presente&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Na presença daquilo que é impuro&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;De presente, só ganhei derrotas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Pelo caminho, só perdi as vitórias&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;E foi quando me encontrei perdida&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Que perdi o encontro comigo mesma&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Veja você, &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Há tanto choro que soa como gargalhada&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Veja você, &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Se o humor é negro, eu sou a piada&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Veja você, &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Seu riso é doce, minha lágrima, salgada &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Sou eu que consumo o tempo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Ou é o tempo que me consome?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;O senhor é dono do escravo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Ou escravo é todo homem?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Os meninos da cidade fogem da agitação&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Se chocando com os do campo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Que seguem na contramão&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Será que está tudo errado ou é só o jogo da insatisfação?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Levante-me, estenda-me sua mão&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Se você tem tantas, quem sabe possa me dar uma&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Se isso é meu direito, não abro mão de forma alguma&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Você deve saber&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Que não nasci para deveres&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;O mundo é que me deve&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;O direito aos prazeres&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Esqueça-se dos porquês&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Nunca houve nenhum sentido&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Afogue-se neste mar de clichês&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;E me leve junto contigo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Sei que é triste, mas parece cômico &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Suas promessas não cumpridas têm gosto de vômito&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Então, vou comê-lo à vontade&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Quem sabe, corroendo por dentro, mate esta saudade&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Quem é aquela que se aproxima?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;É a Santa Papoula que brilha&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;E agora o que eu faço?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Não é preciso nada, há o opiáceo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Se pelo menos esta dor fizesse algum sentido&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Se ao menos você pudesse explicar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Então te deixaria sofrer comigo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Lâmina longe da ferida, me deixe respirar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;O que é isso que varre o vazio?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;O cansaço do câncer, ou o câncer do cansaço&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Não é o vento lá fora, é aqui dentro que está frio&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Ria do espetáculo, depois mate o palhaço&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Antes eu chorava, por aquilo que agora me faz rir&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;E o inverso disso também é verdadeiro&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;A molécula destruída também pode construir&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Juro que é verdade, para o nosso desespero&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Carimbo pra nascer, carimbo pra morrer&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Meu “eu” de papel vale mais que o de carne&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Dor pra morrer, dor pra nascer&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;O papel que compra, veia que arde&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Agora sou sede e fome&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Perdida no meio do deserto&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Se errar é humano, o erro é o Homem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Se o certo é o errado, o errado é o certo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Os pedaços da carta voam pela janela&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Culpas, desculpas e motivos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Remorso esmaga, compaixão atropela&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Perdi e venci o inimigo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Agora estou no alto de um prédio&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;O mistério, alguns andares abaixo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Não há dor sem remédio &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Engulo, aplico, enfaixo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;O cano encostado na fronte&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;O mistério, no puxar do gatilho&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Por favor, não me desaponte&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Drama, comédia e martírio&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;A lâmina colada ao pulso&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;O mistério, no deslizar para o lado&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Velhos sonhos guardados avulso&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Esqueça o futuro, planeje o passado&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Estou na banheira com água morna&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;O mistério, dividido em comprimidos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Aquilo que vai um dia retorna&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Nenhuma mordaça sufoca os gemidos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Há tantos que vivem por um sonho morto&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Há tantos que morrem por um sonho vivo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;É na dor que ele encontra conforto&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;É ela quem me rouba o juízo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Pare com esses barulhos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;O silêncio, o choro, a sirene&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;O celular, o lócus coeruleus&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;A mente que não cala, o corpo que treme&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;No fim que chega para todos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Que me traga pela boca do vazio&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Sangrando, nua, cercada por lobos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Estive gritando por séculos, alguém ouviu?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Encontre a lógica de todos os absurdos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Velhos sonhos puxam a nova carruagem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Estamos chatos, velhos e sujos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Mas tudo não passa de uma grande bobagem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-6480149192193520276?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/6480149192193520276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=6480149192193520276' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/6480149192193520276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/6480149192193520276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2009/04/caixa-de-dora.html' title='A Caixa de Dora'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-800708421223742135</id><published>2009-04-14T17:33:00.000-07:00</published><updated>2009-04-14T17:37:28.652-07:00</updated><title type='text'>In Utero</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Eu estava nesse lugar quente e confortável. E sentia que havia alguém que me amava de forma incondicional e, talvez, meio que sem sentir ou sem saber direito, eu também amava essa pessoa. E éramos extensão um do outro, e sei que havia um tipo muito característico de satisfação de ambas as partes por estarmos ligados. E havia esse cordão que não me deixava sentir fome, e esse líquido morno que me protegia de tudo. E não existia medo ou dor. E nem haveria o que desejar. Então, eu saí. Retirado por mãos estranhas. Uma claridade me cegava os olhos, olhos estes que até então nem sabia que existiam. Romperam o tal cordão que evitava que eu sentisse fome, um tipo de desconforto que também não sabia que existia. Separaram-me de um corpo que achava que fosse parte do meu e o tal líquido protetor vazou. E senti frio. Uma das primeiras ações dessas pessoas, seres que até hoje me intrigam e que de maneira geral são chamados de “outro”, foi me bater. Deram-me um tapa e senti dor. Dor é uma dessas coisas que você dá um nome para ter a sensação ilusória de segurança de que sabe o que é, mas que nunca sabe. Pensando melhor, não é apenas com a dor que isso ocorre. Acho que não conheço nada sobre todas as coisas que encontrei depois de sair daquele lugar a não ser seus nomes. E a respeito dessas que não são assim concretas como “porta” ou “sapato”, não sei nem se lhes chamo pelo nome certo. Mas, enfim, deram-me o tal tapa, senti a tal dor e meus pulmões encheram-se de ar pela primeira vez. O que eu acho curioso é que, se eu houvesse morrido logo após ter respirado aquela única vez, teria provado a essência do existir. Teria sentido aquela sensação de incompletude; a dor física e um esboço do que talvez chamaria de medo (outra daquelas palavras que você emprega, mas não sabe direito o que é); uma ânsia de provar o novo, de experimentar aquilo que não sou eu; e inúmeras tentativas de recuperar, claro que sempre parcialmente, aquela sensação de satisfação e conforto que havia lá dentro. Se me perguntassem se vale a pena, eu não teria uma resposta pronta, dessas bonitas e otimistas. Também não teria uma resposta melancólica e pessimista. Acho que diria apenas que, se não tivesse sentido dor, eu não teria aprendido a respirar. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-800708421223742135?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/800708421223742135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=800708421223742135' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/800708421223742135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/800708421223742135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2009/04/in-utero.html' title='In Utero'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-183761812401702514</id><published>2009-04-11T14:06:00.000-07:00</published><updated>2009-04-14T06:27:55.942-07:00</updated><title type='text'>Carta ao Amigo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Meu amigo, como vai você? Sei que o que você fez foi sem nenhuma pretensão, mas não faz idéia do quanto me ajudou. Em alguns momentos me via nele... Em outros, queria me ver. Tenho certeza de que você era muito parecido com ele também. Às vezes, acho irônico que um dos únicos amigos que tive, uma das poucas pessoas que realmente se parece comigo, nunca tenha existido. Mas, se paro para refletir um pouco, percebo que isso é típico de mim. Será que todas essas coisas estranhas que passam pela minha cabeça também passam, ou passaram, pela sua um dia? Será que me sentiria à vontade para falar com você abertamente sobre todas essas loucuras que vêm me acompanhando há tantos anos? Esses fantasmas também o perseguem até hoje? Eu preciso me livrar deles, talvez você saiba como. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;E o isolamento, foi mesmo a melhor saída? Em alguns momentos, anseio por ele com todas as minhas forças. Sei que é uma forma de se evitar a dor, mas você considera que foi mesmo a melhor escolha? Confesso que as relações sociais muitas vezes não parecem valer a pena pra mim. A maioria das pessoas é tão enfadonhamente parecida, e tão decepcionante... Sei que você pensa a mesma coisa. No entanto, algo me ocorreu. O problema não está com eles; nunca esteve. Essa tentativa de culpá-los é só um mecanismo de defesa. Talvez todo esse grande corpo esteja doente, mas talvez a grande habilidade consista justamente em se adaptar a ele. Não são eles que estão errados, meu amigo... Eu e você somos os disfuncionais aqui. Às vezes, penso num veleiro... cortar o oceano sem nada por perto por quanto tempo der. Não sei se suportaria apenas a minha presença por tanto tempo quanto você.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Gostaria de saber o que você acha disso tudo agora, no auge dos seus noventa anos. Há momentos em que me sinto tão velho. Até hoje não consegui pensar em um plano melhor para a minha vida do que aquela sua idéia maluca que dá nome ao livro. E o que você acha da literatura? Ela vale a pena? Hoje eu acho que não, mas ela me ajudou por muito tempo. Foi minha maior fuga e meu único vício. Sinto-me aliviado por você detestar cinema, caso o contrário, todos esses idiotas distorceriam ainda mais o que você disse; e inventariam mais um milhão de bobagens em cima da sua história. Você sabe como eles são, simplesmente não conseguem ver e aceitar a beleza que há no simples. Diga-me, você é tão velho quanto eu? Alguém, um dia, já foi assim tão velho quanto eu? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Você sempre quis saber pra onde os patos e os peixes vão quando o lago congela. Por favor, só queria que você, ou quem quer que tenha a resposta, me respondesse esta única pergunta, e nós, pra onde é que nós vamos quando a droga do lago congela? Pra onde? Pra onde? Pra onde?... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Talvez um dia eles nos deixem em paz, talvez nunca. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Até qualquer hora, meu velho. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-183761812401702514?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/183761812401702514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=183761812401702514' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/183761812401702514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/183761812401702514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2009/04/carta-ao-amigo.html' title='Carta ao Amigo'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-6396504979013336088</id><published>2009-04-08T11:08:00.000-07:00</published><updated>2009-04-08T14:39:31.731-07:00</updated><title type='text'>SE BEBER, NÃO DIRIJA</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Quem, meus amigos, não gostaria de ser salvo? Por isso os mártires, líderes espirituais e, por que não, os maias fazem tanto sucesso ainda hoje. As famosas profecias sobre apocalipse e salvação... Em minha opinião, esses maias eram uns safados que deviam estar entorpecidos por alguma coisa quando escreveram as tais profecias, e só porque faz muito tempo que fizeram isso, e porque têm um nome como “maias” (não soube que adjetivo usar para classificar tal nome) todos os levam a sério. Quase todos, melhor dizendo. Mas não tenho nada contra os maias, é só minha humilde opinião. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O fato é que não preciso mais procurar um salvador, encontrei meu messias... Ele se chama Airbag. Um nome tão... tão inglês... tão sofisticado. Adoro esse nome. E que Ser mais altruísta, mais abnegado. Está lá só para me salvar... Sua existência tem como meta apenas a minha salvação. E eu, o que posso fazer por Ti? Queria fazer algum sacrifício também, mas o máximo que posso é pregar Teu nome, correndo o risco de que me chamem de irônico, ou louco, ou estúpido. Ainda assim, jamais Te renegarei... Oh, Airbag! Oh, Airbag! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A vontade que tenho é de pegar o carro e atirar contra o primeiro poste que ver pela frente, apenas para encontrar-Te, para Te ver surgindo espontaneamente do meio do volante, como uma espécie de epifania. Digam-me, que messias pode ser assim tão concreto, tão palpável quanto o Airbag? Quero ver-Te estampado em todos os lugares... Imagino as meninas portando mini Airbags em formato de coração e aroma de morango... os meninos com chaveiros de Airbags cobertos de octógonos pretos e brancos, lembrando uma bola de futebol. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Imagino um salão de pessoas, entoando, extasiadas, cânticos em Seu nome, enquanto no altar repousa um volante com um Airbag murcho dependurado, simbolizando o sacrifício em prol do outro. Oh, Airbag, Tu, que proteges minha vida, tão desprovida de propósito; que proteges minha família, tão pura e feliz... O que posso fazer para retribuir? Quero Airbags laterais... frontais... traseiros... diagonais... Quero recobrir as paredes de meu quarto com Airbags, para que possa me atirar contra eles até perder completamente as forças. Tu, que proteges as famílias cheirosas e de dentes alvos, e também os que criticam tais famílias (desde que também sejam cheirosos e tenham dentes alvos). Sei que vieste para o juízo final, para separar o joio do trigo. E sei que somente aqueles que Te possuem serão salvos. Digam-me, meus amigos, quem precisa dos maias?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-6396504979013336088?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/6396504979013336088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=6396504979013336088' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/6396504979013336088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/6396504979013336088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2009/04/se-beber-nao-dirija.html' title='SE BEBER, NÃO DIRIJA'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-380211511773089313</id><published>2009-04-03T15:16:00.000-07:00</published><updated>2009-04-03T15:17:29.801-07:00</updated><title type='text'>Falling Down</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DoWyLXV88qs&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/DoWyLXV88qs&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-380211511773089313?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/380211511773089313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=380211511773089313' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/380211511773089313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/380211511773089313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2009/04/falling-down.html' title='Falling Down'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-5426871481492506901</id><published>2009-04-03T15:01:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T09:16:20.283-07:00</updated><title type='text'>A Incrível Menina Mágica</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Uma vez eu tive esse sonho maluco. Sonhei que eu estava despencando nesse precipício, aí encontrei um galho e me agarrei nele. Quando eu estava começando a respirar aliviado e tudo, achando que tinha me salvado, o galho quebrou. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Sabe, um dia desses, eu estava passando na frente de um circo, nunca fui maluco por circo nem nada, mas eu estava passando na frente desse circo e vi que a grana que eu tinha no bolso dava certinho pra comprar o ingresso. Não achei que fosse uma porcaria de sinal, nem coincidência, nem nada, só comprei o ingresso. Aí logo que entrei já me arrependi. Sabe, você nunca deve criar muitas expectativas em cima dos lugares e das pessoas e tudo mais. Achei que seria mais fácil encontrar gente legal num circo do que numa droga de fila de banco ou escritório e essa merda toda. Mas, quando entrei, o lugar estava cheio desses sujeitinhos que só vão lá pra comentar o quanto os palhaços são sem graça, e os leões estão magros e esse monte de porcaria. E também tinha os pais das crianças, com uma cara meio séria e amargurada que me deprimiu pra caramba. Juro que quase caí fora dali quando vi aquelas caras... que se dane se eu já tinha pagado o ingresso e o diabo a quatro. As caras deles estavam mil vezes pior do que a dos seus filhos quando são obrigados a ficar sentados naqueles bancos de madeira durante a porcaria da missa toda. Juro que não entendo um troço desses. A única coisa que salvava aquele lugar eram as crianças, sou maluco por crianças. Não sei como elas conseguem ficar tão felizes num lugar tão deprimente como aquele; só por isso, já teria valido a pena ter pagado a porcaria do ingresso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Aí sentei num lugar meio isolado pra não ouvir os comentários daqueles caras metidos a espertalhões, senão juro que eu vomitaria em cima deles. Foi aí que essa garota sentou do meu lado. Logo de cara dava pra ver que ela não era igual a todas as outras garotas. Então ela me perguntou o que eu mais gostava nos circos. Eu falei que nunca tinha pensado sobre isso, que eu não era maluco por circo nem nada, apesar de até achar o lugar legal. Ela disse que gostava das girafas, que era difícil encontrar circos que tivessem girafas e tudo, mas ela era maluca por girafas porque elas eram diferentes de todos os animais, pareciam ter vindo de outro planeta... Também disse que morria de medo de palhaços, que seu coração disparava e que ficava toda arrepiada quando eles davam aquelas gargalhadas. Mas o que ela mais gostava mesmo em todo o circo era da luz que passava pelos buracos da lona. Só então percebi que a lona era inteira esburacada e passava uns fachos de luz pelos buracos. Ela gostava daquelas poeirinhas que ficavam flutuando e se destacavam por onde a luz passava. No fundo você sabe que aquelas poeirinhas ficam voando pelo lugar todo, mas só dá pra ver onde a luz passa por elas. Ela me falou que na verdade as poeiras que ficavam flutuando eram fadas, um monte delas... E que ela própria era uma fada também. Juro que se fosse qualquer outra pessoa que tivesse me dito isso, eu acharia a maior charlatanice do mundo. Teria dado o fora dali na hora. Mas não tinha como não acreditar nela. Você pode achar que eu estou bancando o trouxa, mas se você estivesse ali, aposto que você acreditaria também. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Sabe o que me deixa mais pirado nisso tudo? É que ela não era o tipo de garota que fica te perguntando em que droga de colégio você estudou ou que porcaria pretende fazer da tua vida. Você podia ficar em silêncio ao lado dela sem se sentir na obrigação de puxar um assunto idiota. Aí, sem mais nem menos, ela me perguntou por que eu tenho estado tão triste. Eu menti que não tenho estado triste nem nada, que só estava pensando na minha irmãzinha porque o hamster dela, o Sr. Dentuço, tinha morrido de repente. A verdade é que minha irmãzinha nunca teve porcaria de hamster nenhum. Juro que não sei por que invento essas besteiras. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Nunca fui fã desses figurões que tocam guitarra, ou que aparecem em filmes bancando os durões e essa porcaria toda. Pra mim, são todos uns charlatões. Mas eu confesso que virei fã dessa garota de quem estou te falando. Sei que parece que eu estou exagerando e tudo, mas acho que ninguém consegue passar cinco minutos ao lado dela sem virar seu fã. Sabe, tem pessoas que, se fizessem parte de uma história, seriam protagonistas e pessoas que seriam coadjuvantes. Tenho certeza que ela era a protagonista ali e todos aqueles sujeitos que estavam no circo, inclusive eu, eram só os coadjuvantes da história dela. Juro que me senti feliz pra caramba por ser um coadjuvante. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Acho que eu devo ter passado uns quarenta minutos ao lado dela, mas parecia que eu a conhecia há uns trocentos mil anos. Aí ela me falou que precisava ir embora pro tal mundo mágico, que é onde as fadas vivem e tudo. Disse que ela passava um tempo entre os humanos, aí, quando enjoava, voltava pro mundo mágico. Quando estava de saco cheio das tais fadas e seres mágicos e tudo, ela vinha outra vez pro mundo dos humanos. Puxa, eu fico doido quando escuto uma coisa legal assim. Mas a verdade é que na hora tive vontade de explodir a droga do tal mundo mágico... Aí ela não teria como ir embora. Mas depois eu pensei que seria muito injusto prender ela pra sempre no meio de toda aquela gente chata... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Quando ela estava saindo, eu falei pra ela: “Espera, me diz o que eu devo fazer da minha vida... Fala qualquer coisa, a primeira que vier na tua cabeça. Olha só, se você me disser que eu devo ser um desses charlatões que vendem revistas de casa em casa é exatamente isso que vou fazer. Ou se você disser que eu devo passar o resto da minha vida pilotando uma droga de um ultraleve. Olha só, eu não rasparia minha cabeça por dinheiro nenhum desse mundo, mas se você disser que eu devo ir pro Nepal e virar um daqueles monges carecas, juro que eu viajo pra lá hoje mesmo. Melhor, eu nunca gostei desses militares metidos à besta, mas se você me pedir pra ir agora pra porcaria do exército, no duro que vou direto pra lá e passo o resto da vida batendo continência pra aqueles figurões... Você só tem que dizer qualquer coisa”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Aí ela sorriu pra mim e desapareceu. Acho que ela deve ter virado uma fada ou algo assim e ido pro tal mundo mágico. Não sei por que falo essas besteiras, podia ter falado um milhão de coisas pra ela e fui falar logo esse troço estúpido do que eu deveria fazer da porcaria da minha vida. Acho que eu devia ter dito pra ela que, se ela dissesse que iria voltar, nem que fosse só por um dia, eu passaria uns setenta anos esperando ali naquele circo, sentado na mesma droga de lugar. Puxa, eu nunca sei mesmo a coisa certa pra se dizer e depois fico doido por causa disso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Eu não sei se eu já te falei desse sonho que eu tive uma vez. Foi um sonho maluco pra caramba. Sonhei que eu estava caindo numa porcaria de despenhadeiro e aí, quando eu achei que já estava tudo perdido, encontrei um galho e me agarrei. Na hora que eu estava respirando aliviado porque achei que tinha me salvado e tudo, o galho quebrou. Puxa... &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-5426871481492506901?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/5426871481492506901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=5426871481492506901' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/5426871481492506901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/5426871481492506901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2009/04/incrivel-menina-magica.html' title='A Incrível Menina Mágica'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-4373610188017296827</id><published>2009-03-27T08:00:00.000-07:00</published><updated>2009-03-27T09:14:53.810-07:00</updated><title type='text'>MONÓXIDO DE CARBONO</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Você consome energia para ser consumido pelo tempo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A Terra parece um cachorro correndo atrás do próprio rabo...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas não me atrevo a dizer que é inútil&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nada é mais chato do que intelectuais&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Escolho o simples, não sei se por opção, revolta ou incapacidade&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E você queria ser algo mais do que membrana e núcleo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas não é&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E você queria ser algo além de um símbolo no cérebro de alguém&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas não é&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E você queria que houvesse algo lá fora que ainda pudesse te surpreender&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas não há&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Parece que é de nossa natureza querermos ser algo além do que somos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas não somos &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vejo minha vasta coleção de devaneios ser destruída pela rotina&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas aceito &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Procuro a perfeição atrás de cada cortina&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um conceito&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nada é mais clichê do que usar rimas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Meu defeito&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Poesia é falar sobre o que não precisa ser dito...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Há algo que precisa?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E você relê seu texto besta, que tinha tudo para soar melancólico&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Toma mais um gole de chá e sorri, sem ter a menor idéia do porquê. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-4373610188017296827?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/4373610188017296827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=4373610188017296827' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/4373610188017296827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/4373610188017296827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2009/03/monoxido-de-carbono.html' title='MONÓXIDO DE CARBONO'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-7307639540421998781</id><published>2009-03-23T13:37:00.000-07:00</published><updated>2009-03-23T19:42:46.877-07:00</updated><title type='text'>A BIG FUCKING TELEVISION</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Sabe, eu conheci esse cara. Ele era diferente, não estou dizendo que ele fosse especial, e nem que não fosse. Ele era inteligente, tinha estudado em bons colégios e essa coisa toda. Ele dizia que era sua memória; que tinha facilidade pra lembrar das coisas, por isso, acabou se tornando até um pouco preguiçoso no que diz respeito a essas balelas intelectuais. Me disse que nada o deixava mais deprimido do que ser chamado de inteligente. Me disse também que os personagens são sempre mais legais que as pessoas; que, no fundo, não são tão legais quanto parecem num primeiro momento, mas, ainda assim, são mais legais do que as pessoas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Ele resolveu virar frentista porque queria conhecer uma garota legal e que fosse capaz de aceitar namorar um frentista. Me disse que não costumava gostar das garotas que eram tidas como o padrão de beleza pelos outros. Me disse que não costumava gostar das mesmas coisas que os outros. Disse que não conseguia ficar maluco por causa de uma TV de plasma, apesar de gostar da palavra “plasma”. Disse que quando ouvia a palavra “plasma” a primeira coisa que lembrava era de ficção científica, e depois de sangue. Gostava um pouco mais das TVs de plasma do que da maioria dessas bugigangas tecnológicas porque pelo menos não tinham um nome muito gay, como &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;palm top&lt;/i&gt; e &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;I-phone&lt;/i&gt;. Disse que não gostava de carros, apesar de trabalhar como frentista. Não tinha vontade de comprar muitas coisas além de comida e bebida. Disse que talvez sentisse vontade de comprar pirocópteros se encontrasse pra vender em alguma loja. Mas nunca tinha encontrado porque a maioria das pessoas gosta de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;I-phones&lt;/i&gt; e não de pirocópteros. Ele me disse que gostava de ver as cores dos gibis velhos, que lhe provocavam uma impressão triste, mas ainda assim gostava. Disse que havia uma explicação psicanalítica pra isso, mas disse que queria esquecer dessa porcaria. Me disse que sua memória sempre estabelecia relações entre as coisas e que estava cansado disso. Disse que era devido as sinapses, que os neurônios estabelecem interconexões proporcionais a quantia de estímulos que recebem e que, numa determinada época, havia estimulado seus neurônios. Disse que sentia raiva por saber disso, mas que não havia nada que pudesse fazer para conter as sinapses. Disse que mais cedo ou mais tarde ele sempre acabava falando esse tipo de merda. Disse que uma vez tentou fazer vodka caseira, mas que algo deu errado no mosto que acabou apodrecendo. Disse que até hoje não sabe por que tentou fazer vodka caseira se há vodkas baratas e daria muito menos trabalho comprar uma. Ele me disse que a maioria das pessoas não olha em seus olhos quando ele as atende em seu trabalho. Disse que no fundo todos acham que ele deve ser um tipo de máquina, que só sabe encher o tanque com gasolina e não pensa em mais nada. Me disse que se sente bem por o encararem dessa forma. Ele me disse que acha que nunca vai encontrar uma garota que seja capaz de gostar dele enquanto frentista e que também seja capaz de achar pirocópteros mais legais do que &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;I-phones&lt;/i&gt;. Disse que numa época isso quase o deixou maluco, mas que agora se acostumou com a idéia. Disse que, depois de algum tempo, somos capazes de nos adaptar a muito mais coisas do que imaginamos. Me disse que não sabe se isso é bom. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Que droga de sujeito! Sabe, quando você encontra esses caras, pode até achar engraçado a princípio, mas, depois, você fica pensando sobre a coisa toda e sente uma agonia desgraçada. Nunca tinha encontrado um tipo tão esquisito assim até eu abandonar a faculdade e vir trabalhar nesse lava-car. Também não gosto de carros, mas acho aquelas escovas giratórias gigantes simplesmente fantásticas. Elas me lembram aqueles sorvetes americanos, só que mais coloridas. Será que existe algum lugar que vende sorvete americano de sabor misto?&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-7307639540421998781?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/7307639540421998781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=7307639540421998781' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/7307639540421998781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/7307639540421998781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2009/03/big-fucking-television.html' title='A BIG FUCKING TELEVISION'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-619476232050884828</id><published>2009-02-15T18:53:00.000-08:00</published><updated>2009-02-15T19:03:13.684-08:00</updated><title type='text'>Quando a Dúvida é Certeza</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;São tantas coisas que poderiam ser mudadas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não sei por que estes meninos, ainda tão jovens, têm tantos problemas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se vejo alguém chorando baixo, tudo desaba em todas as direções&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu queria consertar pelo menos uma fração... tudo que eu queria&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Então rezo no escuro, talvez pela última vez, mesmo que ninguém me ouça&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Rezo pra que não sejamos retas paralelas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pra que nossas avenidas se cruzem em algum ponto&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Rezo pra que não sejamos partes perdidas no vácuo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pra que essa força estranha que ainda resiste possa consertar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Consertar tudo... ou pelo menos um pouco... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Reclamo mais do que faço e desejo mais do que tento&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Às vezes sento e apenas observo &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ainda que você não me conheça e não acredite em mim&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vou tentar mais uma vez... não que eu seja mais forte&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas é que por enquanto somos todos partes flutuando&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E só temos uns aos outros... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se a decisão coubesse a mim&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estaríamos todos juntos pra sempre&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E não haveria mais dor, culpa ou medo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Te compreendo e qualquer coisa que te conforte me parece válida&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mesmo que eu nunca tenha uma chance&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Me sinto mais tranqüilo sabendo que alguém teve&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Talvez o último fôlego não leve tão longe&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Talvez a solidão que habita o vazio seja mais forte&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas perdôo tudo... porque fui sincero&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O mais sincero que pude&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-619476232050884828?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/619476232050884828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=619476232050884828' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/619476232050884828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/619476232050884828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2009/02/quando-duvida-e-certeza.html' title='Quando a Dúvida é Certeza'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-4629758475443348224</id><published>2009-01-28T12:31:00.001-08:00</published><updated>2009-01-28T12:40:36.952-08:00</updated><title type='text'>CONFISSÕES</title><content type='html'>&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CBuda%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Hoje eu estava observando eles e achei simplesmente incrível como dão aqueles vôos rasantes que quase tocam a superfície da água, passam realmente muito perto. E são capazes de voar assim por mais de cem metros. Se hoje eu tivesse o direito de ter um único pedido realizado, e mesmo que fosse o único pedido a que teria direito em toda a minha vida, pediria para poder dar um vôo daqueles. Sei lá por quê. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Uma vez, joguei xadrez com uma pessoa e, não sei se deixei ela ganhar, mas me senti muito feliz por eu ter perdido. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Agora pego esta caneta e penso em escrever algo. Mas uma voz em minha cabeça me diz: “Se não for algo único, que realmente valha a pena, nem comece”. Me pergunto se algum dia já escrevi algo único e que realmente valeu a pena. Largo a caneta com uma sensação estranha, como se nunca houvesse estado completamente em lugar algum. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Malditos patos!&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-4629758475443348224?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/4629758475443348224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=4629758475443348224' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/4629758475443348224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/4629758475443348224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2009/01/confissoes.html' title='CONFISSÕES'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-6596754003242055997</id><published>2008-12-19T12:45:00.000-08:00</published><updated>2008-12-19T12:46:28.994-08:00</updated><title type='text'>Ostra Vazia</title><content type='html'>&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMARCIO%7E1.MAR%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"MS Mincho"; 	panose-1:2 2 6 9 4 2 5 8 3 4; 	mso-font-alt:"ＭＳ 明朝"; 	mso-font-charset:128; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-format:other; 	mso-font-pitch:fixed; 	mso-font-signature:1 134676480 16 0 131072 0;} @font-face 	{font-family:"\@MS Mincho"; 	panose-1:0 0 0 0 0 0 0 0 0 0; 	mso-font-charset:128; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-format:other; 	mso-font-pitch:fixed; 	mso-font-signature:1 134676480 16 0 131072 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"MS Mincho";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Tenho a impressão de que minha visão fica um pouco turva enquanto subo as escadas. Mas não detenho o passo. O cheiro de éter deste lugar, aliado ao jejum, embrulha-me o estomago. Continuo subindo. Como estou ansioso para encontrá-la e, ao mesmo tempo, com medo. Covarde. Estas paredes brancas impecáveis... este silêncio, sinto-me como se estivesse entrando em seu templo. Meu Deus, o que eu devo dizer? Sinto-me tão ridículo nesta situação. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Acabado o último lance de escadas (tão rápido! Fiz de tudo para demorar ao máximo), avisto-a, de costas, olhando pela janela. Tenho a estranha sensação de que ela sabe que estou ali, mas, de qualquer forma, isso não lhe causa a mínima perturbação. Percebo o quanto a amo, o quanto preciso dela para existir. E tudo desaba sobre mim de uma vez só. O estomago vazio... o éter... as lembranças... os arrependimentos... as fantasias... e ela parada ali, vestes brancas, numa fragilidade quase santa. A experiência tem ares místicos. Como um ator que sabe seu papel, avanço em sua direção. Suores e arrepios pela minha pele. Vontade de fugir. Paro ao lado dela. Penso em me ajoelhar. Poupo exageros absurdos e sinto vergonha por ter pensado nisso. Ela permanece inabalável, olhar perdido por aquela paisagem simplória. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;“Quando estava vindo pra cá... Não, foi ontem à noite... Não consegui dormir nada esta noite, você sabe, minha insônia... Então comecei a pensar estas coisas e não consegui tirar isso da cabeça enquanto vinha pra cá. O quanto isso tudo está fora do meu controle. Sempre quis que tudo estivesse em minhas mãos, mas nunca esteve e nunca estará. O número de coisas que independe de minha vontade me assusta... e me encanta ao mesmo tempo. Lá fora, quantos frutos podres estão caindo ao chão, quantas árvores estão nascendo, quantas pessoas estão morrendo... Não sei se entende o que estou querendo dizer, o próprio planeta girando, meu coração pulsando, nem mesmo meu coração depende de minha vontade. E isso, isso parece tão absurdo. Não sei se aos outros parece estranho também, mas sinto como se quase não pudesse viver com isso; apesar de ter vivido até então. Parece que, agora, que me dei conta, não posso mais suportar”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;“Não há lugar para sua poesia ou seus devaneios aqui”, disse ela sem me dirigir o olhar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;“Se eu soubesse o que você deseja ouvir, seria exatamente isso que eu diria. Será que, pelo menos, você sabe disso? Sabe que isso é a coisa mais sincera que posso dizer?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;“Talvez você não devesse dizer nada. Talvez devesse ficar calado”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;“Você sabe como eu sou, sabe que eu poderia ficar anos calado; mas, por favor, não me peça isso hoje... não agora. Talvez... talvez eu deva partir. É isso?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;“Seria mais fácil, não é? Você deveria ficar, mas faça o que bem entender”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;“Tem algo que eu possa fazer? Tem algo que eu possa oferecer? Talvez minhas vísceras... meu sangue... meu coração?” &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;“Eu não conheço você”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;“Não diga isso. Por que você tem que me dizer isso? Já não basta...”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;“Sente-se. Espere. E não se atreva a me pedir perdão”. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-6596754003242055997?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/6596754003242055997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=6596754003242055997' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/6596754003242055997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/6596754003242055997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/12/ostra-vazia.html' title='Ostra Vazia'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-1333356252426503709</id><published>2008-12-10T17:52:00.000-08:00</published><updated>2008-12-10T19:17:08.517-08:00</updated><title type='text'>Caçando estrelas e vaga-lumes</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Lançamento em 5, 4, 3, 2, 1... O espaço é tão bonito que me sinto bem por ser pequeno. É uma mistura estranha de paz e saudade. O que é real e o que não é? Eu estou mesmo vivo? A visão das estrelas dispostas no escuro vazio parece ser mais do que eu mereço. Uma parte besta de mim tem essa estranha sensação de estar voltando pra casa. Talvez não seja besteira, talvez tenha algo a ver com meus átomos, que um dia estiveram no interior dessas gigantes luminosas. A impressão é de que eles querem me abandonar e retornar às suas origens... como se a qualquer momento meu corpo fosse dissolver como uma escultura de areia perante um vendaval. E isso não me assusta, pelo contrário, me deixa extasiado. Não é o fim, pois, se o fim existe em algum sentido, agora está tão distante que nem posso o vislumbrar. A maioria desses pontos luminosos que vejo possuem alguns bilhões de anos de idade. Me sinto minúsculo e me sinto confortado por isso, por haver algo tão maior. Brilham... os vaga-lumes espalham-se pulsando pelo final da tarde. Corro entre eles, tentando apanhar algum com as mãos. Se o apanho, admiro-o por alguns instantes e depois o liberto. Tenho medo que ele morra; tenho medo que o fim chegue para tudo isso que aí está. Ele pode voar e brilhar, e isso é incrível. Não me sinto sozinho entre eles. E quando a noite chega deito e olho pra cima. E passo horas admirando aquilo que sempre foi o que mais me deixou intrigado; como pode minha pequena consciência tentar conceber a idéia de infinito? Como pode nunca haver tido um início e nunca ter um fim? Não desejo glória, riqueza ou vida eterna... só quero duas ou três respostas que mesmo na infância sei que nunca terei. Os pequenos pedaços de estrelas uniram-se de formas variadas até chegarem ao estágio em que se perguntam o que são e como surgiram... incontáveis eventos coincidentes levaram a isso. Minha roupa está molhada pelo orvalho, minhas pálpebras estão pesando e me pergunto se alguma outra vida inteligente talvez não estaria olhando em minha direção, fazendo as mesmas perguntas. Apesar de ser criança, sei que isso seria muita coincidência, mas o universo e mesmo minha própria vida são a prova de que as coincidências mais absurdas sempre ocorreram. A ironia que me deixa triste é que sei que se existe alguém muito, muito distante, que faz as mesmas perguntas que eu olhando para o céu, jamais iremos nos comunicar. O espaço é tão vasto que sinto vontade de chorar. Estava errado em minha suposição. E estou navegando entre as estrelas rumo àqueles que se perguntaram as mesmas coisas que eu; estou navegando em direção às respostas. Duas ou três respostas que são o significado de minha existência. A ironia do universo se mostra outra vez. Como o tempo é relativo, a viagem que dura alguns anos para mim, dura alguns milhares para a minha civilização, portanto, apenas um, apenas eu terei as respostas para as perguntas. Nunca mais verei minha família, meu cachorro, os vaga-lumes... nunca mais verei nenhum ser humano. Mas aquilo que a união destes átomos que formam meu corpo, como se fosse um vasto universo de elétrons orbitando prótons, tudo que essa união de pequenos sistemas mais quer é saber como ela surgiu. A esta velocidade as estrelas não são mais pontos luminosos no céu. É impossível saber se aquilo que meu cérebro pensa é passado, presente ou futuro. Talvez delírio. A noção de tempo se perderia sem o sol como referência... mas tenho vários instrumentos me dizendo que estou viajando há 12 anos, 6 meses, 11 dias, 14 horas e 32 minutos. Vejo um planeta que deve ser 1,7 vezes maior do que meu planeta natal. Também se mostra a princípio azul, devido à água em estado líquido. Os pára-quedas de minha nave se abrem automaticamente quando entro em contato com a atmosfera. As porções de terra se mostram verde e marrom-avermelhado devido a uma suposta vegetação que avisto. Quando estou mais próximo, percebo enormes construções feitas de um material que parece um tipo de vidro ou cristal azulado. Avisto os dois sóis ao horizonte, não sei se estão nascendo ou se pondo. Caio numa vasta porção de água. Acordo com os seres nativos inteligentes ao meu redor. É um feito tão inacreditável que chego a me questionar se existe a mínima possibilidade daquilo ser real. Suas feições são mais familiares do que eu havia imaginado. Estou em algum local apropriado para que minha saúde seja tratada e me sinto incrivelmente bem. Logo recordo que eles conhecem minha cultura e minha língua devido às ondas eletromagnéticas emitidas no espaço pelos satélites da Terra. Compreendem perfeitamente aquilo que digo e posso compreendê-los com igual precisão. Então, o representante deles me diz: “O senhor precisa descansar agora, Mensageiro, mas saiba que estamos ansiosos pelas respostas que trouxe para nossas perguntas milenares”. A ironia do universo. Me sinto perseguindo vaga-lumes que nunca estiveram lá; mas, no fundo, sei que esta foi minha melhor escolha. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-1333356252426503709?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/1333356252426503709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=1333356252426503709' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/1333356252426503709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/1333356252426503709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/12/caando-estrelas-e-vaga-lumes.html' title='Caçando estrelas e vaga-lumes'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-907195680376597924</id><published>2008-11-22T11:46:00.000-08:00</published><updated>2008-11-22T11:51:09.354-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Post Normal'/><title type='text'>If you wouldn't mind, I'd like it blew</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Era um controlador de estoque. Pouca instrução formal. Poucas atividades de lazer. Pouca remuneração. Do tipo que idolatra o chefe e qualquer pessoa que possua algum tipo de título, ou que use um sapato bem lustrado. Um dia percebe um pequeno caroço na axila. Vai ao médico. Duas semanas depois, pega o resultado do exame. Tumor maligno. Submete-se a uma nova bateria de testes. Duas semanas depois, retorna ao hospital. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Sinto lhe informar, mas o seu prognóstico não é nada bom _ diz o médico.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Eu vou morrer, doutor? É isso?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- É difícil dizer isso, mas eu trabalho com a verdade. O câncer está espalhado pelo seu corpo e, nesse caso, não há muito que a medicina possa fazer. Sempre há possibilidades... mas as chances são remotas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Por favor, doutor, seja franco. Quanto tempo de vida me resta?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Eu diria uns seis meses...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Ainda bem... mês que vem eu preciso entregar o balanço anual do estoque.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Interpretação I: Trata-se de um personagem que abriu mão de sua subjetividade em função de uma burocratização altamente coerciva imposta aos sujeitos que compõem a sociedade contemporânea. Percebe-se nitidamente uma alienação kafkaniana. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Interpretação paralela (e mais legal): Foda-se esse personagem estúpido, o Woody Allen, as bandas cults, os intelectuais e os pseudo-intelectuais. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-907195680376597924?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/907195680376597924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=907195680376597924' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/907195680376597924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/907195680376597924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/11/if-you-wouldnt-mind-id-like-it-blew.html' title='If you wouldn&apos;t mind, I&apos;d like it blew'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-8013023598541805106</id><published>2008-11-15T11:01:00.000-08:00</published><updated>2008-11-15T11:04:41.641-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Post Normal'/><title type='text'>Só isso?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Personagem: &lt;/b&gt;Ser um personagem não é tão ruim assim, apesar de estar a sua mercê.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Escritor&lt;/b&gt;: Ser um escritor não é lá nenhuma maravilha, apesar de te controlar. Me lembra um pouco um teatro de ventríloquo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Personagem: &lt;/b&gt;Vocês escritores são quase todos iguais...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Escritor: &lt;/b&gt;Como assim?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Personagem: &lt;/b&gt;Você sabe melhor do que eu; se não, eu não saberia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Escritor: &lt;/b&gt;Talvez você tenha razão. Mas eu quero que você fale, então, creio que você não tem escolha...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Personagem: &lt;/b&gt;Neste ponto você me pegou. Se é assim que você quer, então, vamos lá. Vocês, escritores, são arrogantes, metidos a intelectuais, bancam os excêntricos, se intrometem em vários assuntos, mas não conhecem nada a fundo. E, o pior, são muito chatos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Escritor:&lt;/b&gt; Bem, se você diz isso, logo, no final das contas, creio que eu concordo com você. Mas não é só culpa nossa. A literatura em si é velha e chata. Com toda a sua pose, orgulha-se de seu ridículo status de arte para poucos. E nós, que a alimentamos... bem.... nós não tivemos escolha. Se fossemos bons em alguma outra coisa, não precisaríamos escrever. Você sabe como é difícil admitir isso, principalmente pela arrogância, que você mesmo apontou. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Personagem:&lt;/b&gt; Concordo com você. A literatura é velha, chata e procura ostentar um glamour que chega a ser caricato. Maquia-se como uma prostituta para ir à igreja. E é tão deprimente ser um personagem, e acabar usando essas suas analogias baratas, e sentir, a cada palavra que eu profiro, como se eu tivesse vivido cem anos de uma vida amargurada. E sentir que nisso que acabei de dizer existe uma dose cavalar de autopiedade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Escritor:&lt;/b&gt; Acho que eu te compreendo melhor do que ninguém, e vice-versa. Mas o que podemos fazer? Já que não estou me valendo de um diálogo retórico, acredito que você também não tenha a resposta; caso o contrário, eu também a saberia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Personagem:&lt;/b&gt; Você disse que a literatura é uma saída quando não se é bom em outra coisa. Mas, e quando não se é bom nem mesmo na literatura, por que continuar insistindo? &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O personagem estúpido e intrometido cai morto. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-8013023598541805106?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/8013023598541805106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=8013023598541805106' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/8013023598541805106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/8013023598541805106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/11/s-isso.html' title='Só isso?'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-103777824783653602</id><published>2008-11-09T07:22:00.000-08:00</published><updated>2011-01-19T08:37:32.669-08:00</updated><title type='text'>INSIGHT</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eles costumavam proclamar o fim do mundo. Nas igrejas e nas ruas. Um cometa. Aquecimento global. Aids. Gripe do frango. Os cavaleiros do apocalipse. Anjos, trombetas, e não sai o que mais. Sempre gostaram de glamour. Atos grandiosos, apesar do dia-a-dia sempre provar o contrário. Passeio no parque com a namorada. Brincar com os filhos. Acampamento com os amigos. Engraçado, até entendo um pouco de álgebra. O apocalipse veio, e eu tive muito a ver com isso. Talvez risse ou chorasse, se pudesse. Isso tudo é muito irônico. Posso perceber. Isso tudo é muito engraçado. Talvez dissessem. Não posso perceber. Nasci com um problema no lobo frontal. Repare em como sempre interagiram tão bem, todos eles. Repare em como estou isolado no canto, torcendo para ser invisível. Não sinta pena. Ser ignorado me deixaria feliz, se meu lobo frontal fosse normal. Não sinta pena, eu não posso sentir pena de você, nem de mim, nem de todos os outros que se foram por minha causa. O bom disso tudo é que não posso me sentir culpado. Sinto algumas coisas, mais relacionadas à percepção propriamente. Meu paladar é muito apurado, talvez pra compensar a falta de emoções. Mas não gosto daquela merda de comida refinada. Eu mataria por Doritos. Não estou brincando. Sei que deve parecer estranho pra você, mas mataria mesmo. Não sentiria remorso, simplesmente porque não posso sentir. Sei que deve parecer inconcebível pra você, mas, pra mim, um pacote de Doritos vale muito mais que meu colega de trabalho, ou meu colega de classe. Todos costumavam rir dos programas de auditório. Costumavam rir de mim. Não sentia raiva. Não sentia nada. Às vezes, queria ter medo. Queria ficar ansioso antes de falar &lt;st1:personname productid="em p￺blico. Queria" st="on"&gt;em público.  Queria&lt;/st1:personname&gt; me sentir feliz quando elogiado. Queria gostar mais dos membros da minha família do que de comer tacos. Mexicanos safados. Eu mataria por tacos. Por que nunca o fiz? Porque eu seria preso e dizem que a comida na cadeia é uma droga. Você deve estar se perguntando o que isso tudo tem a ver com o apocalipse. Vocês todos são tão chatos e iguais. Suas perguntas e prioridades são tão chatas e iguais. Se eu pudesse, sentiria raiva de vocês. Se pudesse, riria também enquanto a maioria de vocês se contorcia ao chão, gargalhando até a morte. No começo isso tudo foi tão estranho, ver aquele olhar de desespero, enquanto a boca insistia em mostrar os dentes. Risos. O diafragma devia doer. Risos. Os músculos faciais deviam doer. Risos. O cérebro em desespero clamando por oxigênio. Risos. Uma noite aleatória sonho com esta frase. Não tem nenhum sentido para mim. Saio para o trabalho e vou almoçar com essa porcaria martelando em minha cabeça. Um cara, que trabalha na mesma sessão em que eu, está dividindo a mesa comigo. O jeito como ele mastiga, de alguma forma, reduz meu apetite. Ofegante, tritura e engole. Não sabe apreciar a droga da comida; se pudesse, aposto que engoliria o alimento inteiro. Quase nunca puxo conversa. Há exceções. Pergunto se já sonhou com uma frase. Ele diz que não. Lembro de um navio. Havia uma porcaria de um navio no sonho. O céu estava escuro. Tempestade. Um velho marinheiro. Dentes de ouro. Será que vou receber a droga do aumento? Queria alugar um apartamento mais alto, a merda dos carros não param de passar a noite toda. Um velho marinheiro. Dentes de ouro. Um papagaio ao ombro. O papagaio diz a tal frase. Meu colega não está ouvindo porra nenhuma do que estou falando. Tritura e engole. Conto a frase. Ele arregala os olhos por um momento, então a catarse. O clímax. O êxtase. O orgasmo. As primeiras gargalhadas saem altas. Agora está caído ao chão. Se contorce. Parece um ataque epilético. Ouço o riso ficando mais baixo. Não posso vê-lo de onde estou sentado, a mesa encobre a visão. Alguém está o socorrendo. Há pavor nos rostos. Estou comendo meu bife a parmegiana com purê de batatas. A carne é mais macia enquanto quente. Não ouço mais risos e todos me olham e me questionam. Olhares acusadores. Não direi nada até acabar minha refeição. Não vou apressar meu ritmo. Pronto. Posso responder. Não sei o que houve. Arroto. Ele não sabia nem comer. Contei um sonho estúpido. Por que vocês têm que ser tão chatos? Falo do marujo. Da tempestade. Do papagaio idiota. Digo a frase. Sou o anjo do apocalipse. Todos tombam ao chão se contorcendo &lt;st1:personname productid="em risos. Que" st="on"&gt;em risos. Que&lt;/st1:personname&gt; cena bizarra. Minha trombeta anunciando o fim dos tempos é uma frase estúpida dita por um papagaio num sonho. Uma vez, morei perto da casa de uma velha que ensinava palavrões para o seu papagaio. Nunca tive animais de estimação. Talvez seja por isso que não sou casado, se é que você me entende. O episódio mexe comigo. Se eu fosse visitar minha família, talvez ainda pegasse todos reunidos à mesa. Frango. Salada. Macarrão. Irmãos. Pai. Mãe. Tia. Falar ou não falar? Alguém pergunta se ainda estou solteiro. Alguém pergunta se ainda estou no mesmo cargo. Alguém pergunta se não quero salada. Eu já tenho salada no meu prato. Não me contenho. Não que tenham realmente me deixado irritado. De qualquer forma, sei que, se eu pudesse me irritar, aquilo me irritaria. Conto que tive um sonho estranho. Talvez essa seja pelo Complexo de Édipo. Falo de um velho marinheiro com dentes de ouro. Talvez seja por ter que comer verduras antes da sobremesa. Falo de um papagaio idiota que ele trazia ao ombro. Talvez seja por ter que estar sempre arrumadinho, como a droga do coroinha do ano. Falo sobre o céu escuro... tempestade. Talvez por sempre ter que esperar que alguém use o banheiro... e cague fedido. Conto a frase estúpida dita pelo papagaio. Talvez por nunca ter sentido raiva disso tudo. Risos. Um quadro estranho. Soa como se eu estivesse integrado. Como se tivesse contado uma piada. Uma anedota engraçada como todos fazem. Algo divertido como nunca fiz. Mas ninguém vai me dar um tapinha nas costas. Ninguém vai me dar parabéns pela piada. Ninguém vai passar aquela frase idiota adiante numa reunião de amigos. Ninguém vai sair vivo da cozinha. Barulhos contínuos atrapalham meu apetite e minha digestão. Espero os risos cessarem e pego um frango empanado. Uma última oportunidade. Minha mãe fazia frango empanado como ninguém. Poder. Sinto-me entorpecido de alguma forma. Todos parecem tão frágeis agora. Como se tivesse que cuidar para não pisar neles. Para não esmagá-los sem querer. Uma distração e poderia deixar a frase escapar na fila do supermercado. A polícia vem a minha casa pedindo um depoimento a respeito das mortes. Eles não vão querer saber. Digo a frase. Semeio a morte. A TV local me procura. Digo que só dou declaração se for ao vivo. Terrorismo. Assassinato em massa sem alvo definido. A repórter era bonita. Alguma parte de mim considera aquilo um desperdício. O que houve afinal, ela pergunta. Imagino os telespectadores &lt;st1:personname productid="em casa. Jantando" st="on"&gt;em casa. Jantando&lt;/st1:personname&gt; com a família. Tomando uma cerveja após um dia duro de trabalho. TV ligada enquanto acaba a lição de casa ou um relatório. Ouvindo o telejornal enquanto estão cagando. Ouvindo a droga do noticiário enquanto estão fazendo sexo. Enquanto cortam cenouras em rodelas para preparar uma sopa que jamais será acabada. Essa era uma vantagem de se morar numa metrópole. As possibilidades eram diversas e eu jamais iria conseguir supor todas elas. Imaginei-me visitando as casas no dia seguinte, tentando descobrir o que faziam quando ouviram a frase. Soava como um bom passatempo. Senhor... o que houve afinal, insiste a repórter. Adeus, jovem repórter. Adeus, caros telespectadores. Pulo a parte do velho marujo. Do papagaio idiota. Digo direto a frase. Deixo para trás a repórter e o câmera se debatendo no chão. Vou para casa. Estou cansado. Você deve estar curioso para saber que frase é essa. Você quer saber? Aposto que você morreria de rir. Será que acabei de fazer uma piada? Será que foi engraçado? Será que foi engraçado? Bem, que diferença faz. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-103777824783653602?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/103777824783653602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=103777824783653602' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/103777824783653602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/103777824783653602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/11/insight.html' title='INSIGHT'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-7574069176810308340</id><published>2008-11-07T07:35:00.000-08:00</published><updated>2008-11-07T07:38:12.399-08:00</updated><title type='text'>Horário de Almoço</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Ele sai do trabalho meio-dia &lt;st1:personname productid="em ponto. Não" st="on"&gt;em ponto. Não&lt;/st1:personname&gt; está faminto, mas o almoço cairia bem. Os carros passam continuamente. Ele espera o semáforo fechar e atravessa a rua. Segue seu caminho até chegar à próxima esquina. Há uma faixa de pedestre; supostamente, ele teria a preferência. Mas há uma linha imensa de carros que não param de passar  numa velocidade relativamente alta, ignorando-lhe a presença. Ele espera por alguns minutos. Se houvesse algum carro indo na mesma direção que ele; se algum carro viesse para atravessar aquela rua, então, os outros teriam que dar a preferência. Então, aquela linha metálica contínua seria interrompida. Mas, não, um mero pedestre não poderia interrompê-la. Mas, não. Não veio nenhum carro ao seu socorro. Diante de sua impotência, resolveu voltar ao trabalho e esperar que o horário de almoço chegasse ao fim para recomeçar suas tarefas. No entanto, não se sentia revoltado. Afinal, talvez não tivesse mesmo o direito de comer. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-7574069176810308340?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/7574069176810308340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=7574069176810308340' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/7574069176810308340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/7574069176810308340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/11/horrio-de-almoo.html' title='Horário de Almoço'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-2272740455250681725</id><published>2008-10-13T09:31:00.000-07:00</published><updated>2008-10-13T09:35:15.027-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Post Normal'/><title type='text'>Inominável</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Havia um homem que jurava ter visitado um outro planeta. Como tinha sido a viagem até lá, aqui se faz irrelevante. O que realmente intriga e, na opinião deste narrador, angustia, é uma outra questão. O homem não relatava ter visto os clássicos homenzinhos verdes de olhos esbugalhados, nem paisagens futurísticas de cores púrpuras. O que ele dizia era algo muito mais impressionante. Ele dizia que simplesmente não podia relatar. Que as cores que vira nunca antes tinha visto em nosso mundo; que os seres que tinha visto lá, eram completamente diferentes dos de nosso planeta, sendo impossível fazer qualquer analogia. Peço ao leitor que se coloque nesta situação. Imagine que a cor roxa não existe em nosso planeta e que, de alguma forma, somente você teve acesso a ela. Como descrevê-la aos outros? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Havia um pianista tido como genial por seus contemporâneos. Suas apresentações lotavam teatros e tocava apenas músicas que ele mesmo compunha. De repente, de um dia para o outro, passou a compor melodias que aparentemente não tinham harmonia alguma. Era como se um leigo houvesse se sentado ao piano e tivesse começado a bater os dedos aleatoriamente nas teclas. No entanto, o ar de satisfação que havia no semblante deste compositor e o ânimo com que falava de suas novas canções deixavam seu público completamente confuso. Seria uma brincadeira? Não, ele não era do tipo que se prestava a este tipo de humor. Teria ficado louco? Não apresentava nenhuma alteração em suas faculdades cognitivas. Teria então, de alguma forma, aquele homem percebido algum sentido naquela seqüência aparentemente aleatória de notas; teria ele, de alguma forma, tido acesso a um tipo especial de harmonia que todos os outros não podiam compreender e que ele jamais poderia explicar ou descrever. Pergunto-me o que seria mais angustiante, supor que existe algum tipo de harmonia que não está ao meu alcance, ou, alcançá-la e não poder compartilhá-la?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Havia um homem, entre 30 e 35 anos de idade, emprego estável e casado há quase 10 anos. Seu relacionamento com a esposa já não tinha nada de especial; não raro, pensava em outras mulheres durante o ato sexual. Nunca a traíra efetivamente, levando em conta o que socialmente se considera adultério; mas inúmeras vezes tivera vontade. A vida resumia-se a uma rotina que não era ruim e nem satisfatória. Fazia planos de como aumentar sua renda, não exatamente por ambição, apenas porque não havia mais nada para planejar ou almejar. Sua esposa ficou grávida, achou legal; jamais confessaria, mas também não ficou assim tão empolgado como achava que deveria. Sentia uma certa culpa por isso. Alguns meses depois pegou seu filho pela primeira vez nos braços. Aquilo que sentia naquele momento era algo que dava sentido a todos os anos que até então vivera, e a todas as coisas que o cercavam. Era como se um filtro que não o deixava ver um tipo especial de beleza houvesse se rompido naquele momento. Quando voltou do hospital para sua casa naquele dia, ele escreveu estas linhas: “Era como se houvesse algo entre o coração dele e o meu, não sei dizer o quê. Parecia que eu desejava que nossos corpos se fundissem, que o corpo dele entrasse em meu peito para que pudesse protegê-lo de tudo. Inúteis palavras, que não sentem”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Pelas ruas perambulava um homem. Dizia palavras ininteligíveis, sílabas que juntas não faziam nenhum sentido para quem as ouvia. Mas ele as proferia com uma energia que quase chegava a ser comovente. Trajes sujos, cabelos desgrenhados, completamente ignorado por todos que passavam. O diagnóstico: esquizofrenia. Mas este narrador, lá no íntimo, com medo de ser tachado de louco por si próprio, chegou a se perguntar: “E se aquelas palavras, unidas numa sentença, realmente possuem alguma lógica? E se realmente compõem alguma mensagem?”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Às vezes penso nos lugares bonitos do mundo que nunca vou conhecer, mas isso não me deixa assim tão triste. O que realmente me causa angústia é pensar que pode haver um livro que eu iria achar fantástico, uma música que seria minha preferida, mas que nunca vou ter a oportunidade de conhecer, por uma série de fatores, obviamente, inclusive geográficos e comerciais. Imaginar isso é terrível, mas pior do que não conhecer as produções das pessoas é não conhecer as próprias pessoas. Isso me atormenta ainda mais. Pensar que alguém que passa ao meu lado na rua pode ter idéias que nunca me ocorreram; pode ter hábitos que eu acharia curiosos e divertidos; pode conhecer uma poesia que eu acharia fantástica, mas que nunca li; pode conhecer uma piada que eu acharia a mais engraçada de todas, mas que nunca ouvi. Pensar que seria bom conversar com essa pessoa estranha, e que ela também acharia bom conversar comigo. Pensar que essa conversa mudaria um pouco de nós dois, mas que isso nunca vai acontecer, por um motivo que eu não sei dizer direito qual é... Porque as pessoas não conversam com estranhos a não ser que haja um motivo, e as palavras não conseguem explicar direito por que isso é assim. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A comunicação é o que faz nossas vidas. É a relação o que me define e me liberta, é a ponte que liga minha ilha a todas aquelas que me cercam. Mas a ponte é estreita e minha ilha não pode vazar por ela. Há tantas coisas que me intrigam e há tanto indizível que precisa ser dito. Por exemplo, há algo que eu precisava dizer quando comecei este texto. E pior do que não saber o que é isso que precisava ser dito, é saber que não caberia nas linhas acima, nem em tantas quantas eu ousasse me estender. Mas o que realmente me intriga é pensar que pode haver uma única palavra em algum outro planeta, ou criada por algum louco que perambula pelas praças, uma única palavra que diz tudo aquilo que eu tanto precisava dizer. Mas, como não encontro, ou, quem sabe até encontrá-la, fico com a citação de uma vida, surpresa, diante da força de outra: “Inúteis palavras, que não sentem”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-2272740455250681725?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/2272740455250681725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=2272740455250681725' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/2272740455250681725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/2272740455250681725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/10/inominvel.html' title='Inominável'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-6156151591086989943</id><published>2008-10-07T20:16:00.000-07:00</published><updated>2008-10-08T09:33:15.457-07:00</updated><title type='text'>Sentimento da Vida</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Ângela desce exausta do metrô. A faculdade a desgasta e nem desperta muito seu interesse. Nunca em toda sua vida encontrou uma única pessoa com quem realmente se identificasse. O estágio é terrível, mas precisa do dinheiro. Gosta de pintar paisagens bonitas usando tinta guache e os próprios dedos em vez de pincel, isso a deixa um pouco mais alegre, mas não dá dinheiro. Catalogar pedidos, controlar estoque, pregar etiquetas dá dinheiro. Pouco, mas dá. Só que também parece roubar aos poucos toda a beleza que ela consegue ver na vida. Mas ela precisa comer, pagar aluguel, comprar sapato e escova de dentes. E ninguém compra um quadro feito com tinta guache, retratando um sol sorridente e um coelho pulando corda. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;A vida é estranha, Ângela não pensa isso claramente enquanto está saindo do metrô; mas alguma parte dela sente essa estranheza. A vida parece ser um eterno suprir de necessidades na esperança de dias em que haja algo mais. Tais dias virão? Se não for essa esperança, o que a levará a comprar a próxima escova de dentes? Ângela só quer chegar o mais rápido o possível em sua casa (uma kitchenette alugada, de 3 cômodos) e pintar um arco-íris com tinta guache na parede de seu quarto. Se não fizer isso, sabe que não agüentará ir ao seu estágio no dia seguinte, nem à faculdade ou ao supermercado... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Ângela sai da estação de metrô. Quase é atropelada por uma senhora bastante idosa empurrando um carrinho de madeira improvisado, cheio de latas e papéis velhos. Dentro dele, também há uma garotinha, carregando no colo, com bastante cuidado, um bebê um pouco menor do que ela. Ângela sente uma dor estranha ao ver aquilo, tenta segurar o choro, mas uma lágrima teimosa desliza por seu rosto. Não era apenas compaixão que havia naquela dor. Também havia perdão. Naquele momento, em que seu coração parecia querer gritar algo, Ângela perdoava a tudo e a todos, inclusive a ela própria. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-6156151591086989943?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/6156151591086989943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=6156151591086989943' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/6156151591086989943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/6156151591086989943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/10/sentimento-da-vida.html' title='Sentimento da Vida'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-2286067531985319930</id><published>2008-10-05T19:33:00.000-07:00</published><updated>2008-10-05T19:35:16.719-07:00</updated><title type='text'>Sobre Perdão e Liberdade</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Hoje você precisa me ouvir, é tudo que te peço&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sei que isso tudo cansa e você nem sabe mais de onde vem o cansaço&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E você olha pro espelho e pergunta: “eu mereço?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Você se perdeu no meio da bagunça, sorriu... e te arrastaram pelo braço &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E todos te pedem, te perguntam, te confundem e te prometem &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A mesma velha história de que podem te dar tudo, mas nunca agora&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E você tem raiva, desiste, chora, mas não odeia... não merecem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A própria vida é medida provisória, se aqui dentro cansa, tenta lá fora &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Não vou te prometer que tudo vai dar certo no fim&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Espero que sim, mas não vou mentir, nem te dar falsas certezas... perdoe&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sei que cobram muito de você, e também cobram de mim&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas não vamos pagar a estupidez deles com nossa tristeza... não hoje&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu prometo esquecer o guarda-chuva, se você prometer rir de “cara feia”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu levo cola, tesoura e giz de cera; você desenha céu sem nuvem, mar e baleia &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Prometo abraçar uma pessoa estranha, se você prometer acordar depois do meio-dia&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Às vezes, quando se perde é que se ganha, se perde sanidade e se ganha poesia &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu queria consertar todas as coisas, tanto quanto você &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas se não dá pra mudar tudo, é melhor fazer pouco do que nada&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se tudo parece não ter sentido, não sofra tentando entender &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E saiba que nunca terá sido em vão, aonde quer que leve a estrada &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-2286067531985319930?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/2286067531985319930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=2286067531985319930' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/2286067531985319930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/2286067531985319930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/10/sobre-perdo-e-liberdade.html' title='Sobre Perdão e Liberdade'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-5405681914838661161</id><published>2008-09-28T10:52:00.000-07:00</published><updated>2008-09-28T10:54:07.346-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Post Normal'/><title type='text'>BOBAGEM</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Há aquela voz que sussurra de algum lugar: “É isso?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E você tenta fugir dela, mas não adianta correr &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Você olha pra aqueles que te cercam e pergunta: “É realmente preciso?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Esqueça, eles nunca vão te compreender. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Você tenta usar rimas simples pra falar de coisas complicadas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E aquela voz sussurra: “Adianta?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As piores respostas nunca precisam ser pronunciadas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E você encerra sua poesia chata pela metade, sem graça e sem rima. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-5405681914838661161?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/5405681914838661161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=5405681914838661161' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/5405681914838661161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/5405681914838661161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/09/bobagem.html' title='BOBAGEM'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-2309730206288340750</id><published>2008-09-21T15:53:00.000-07:00</published><updated>2008-09-21T15:59:37.118-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Post Normal'/><title type='text'>Poema nos meus 43 anos</title><content type='html'>Não gosto muito de postar textos que não são meus, mas achei que o Charles Bukowski mandou tão bem nesse poema que acabei não resistindo. Segue a versão em português e a original em inglês:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Terminar sozinho&lt;br /&gt;no túmulo de um quarto&lt;br /&gt;sem cigarros&lt;br /&gt;nem bebida —&lt;br /&gt;careca como uma lâmpada,&lt;br /&gt;barrigudo,&lt;br /&gt;grisalho,&lt;br /&gt;e feliz por ter&lt;br /&gt;um quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... de manhã&lt;br /&gt;eles estão lá fora&lt;br /&gt;ganhando dinheiro:&lt;br /&gt;juízes, carpinteiros,&lt;br /&gt;encanadores, médicos,&lt;br /&gt;jornaleiros, guardas,&lt;br /&gt;barbeiros, lavadores de carro,&lt;br /&gt;dentistas, floristas,&lt;br /&gt;garçonetes, cozinheiros,&lt;br /&gt;motoristas de táxi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e você se vira&lt;br /&gt;para o lado esquerdo&lt;br /&gt;pra pegar o sol&lt;br /&gt;nas costas&lt;br /&gt;e não&lt;br /&gt;direto nos olhos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Poem for my 43rd birthday &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;To end up alone&lt;br /&gt;in a tomb of a room&lt;br /&gt;without cigarettes&lt;br /&gt;or wine —&lt;br /&gt;just a lightbulb&lt;br /&gt;and a potbelly,&lt;br /&gt;gray-haired,&lt;br /&gt;and glad to have&lt;br /&gt;the room.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... in the morning&lt;br /&gt;they’re out there&lt;br /&gt;making money:&lt;br /&gt;judges, carpenters,&lt;br /&gt;plumbers, doctors,&lt;br /&gt;newsboys, policemen,&lt;br /&gt;barbers, carwashers,&lt;br /&gt;dentists, florists,&lt;br /&gt;waitresses, cooks,&lt;br /&gt;cabdrivers...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;and you turn over&lt;br /&gt;to your left side&lt;br /&gt;to get the sun&lt;br /&gt;on your back&lt;br /&gt;and out&lt;br /&gt;of your eyes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-2309730206288340750?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/2309730206288340750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=2309730206288340750' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/2309730206288340750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/2309730206288340750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/09/poema-nos-meus-43-anos.html' title='Poema nos meus 43 anos'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-2597951175672359007</id><published>2008-09-16T09:15:00.000-07:00</published><updated>2008-09-16T17:24:09.986-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Post Normal'/><title type='text'>Sebo Aleatório</title><content type='html'>Que pira engraçada!!&lt;br /&gt;Esses dias, encontrei meu livro pra vender por R$ 3,50 num sebo aleatório. Se alguém tiver interesse em comprar,  &lt;a href="http://www.estantevirtual.com.br/mod_perl/busca.cgi?pchave=apologia+ao+caos&amp;amp;tipo=simples&amp;amp;estante=%28todas+estantes%29&amp;amp;alvo=autor+ou+titulo"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva a santa aleatoriedade!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-2597951175672359007?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/2597951175672359007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=2597951175672359007' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/2597951175672359007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/2597951175672359007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/09/sebo-aleatrio.html' title='Sebo Aleatório'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-661416259705044831</id><published>2008-09-16T08:58:00.000-07:00</published><updated>2008-09-29T08:54:31.358-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Post Normal'/><title type='text'>MIRAGEM</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Sou metade eu, metade falta&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Metade busca do que não está, metade busca do que não é&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas quando a falta é mais do que sou, aí já não queria ser&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando a falta me preenche com sua ausência, &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Me sinto cheio de um vazio que faz doer&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Sou metade vida, metade morte&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Metade vida que pulsa, metade pulsão de morte&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas quando a morte é mais que vida, aí já não queria pulsar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando a morte me rouba o calor que tanto busco&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sinto a calma brisa que sopra do mar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Sou sombra de desejo e desejo de sombra&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sozinho no deserto, me queima o sol da repressão&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pai, me compra o mundo; mãe, fica junto&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não quero mais ter que desejar &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não quero mais ter que ter, não quero mais que me tenha, &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não quero...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sou metade alegria e metade tristeza&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Metade riso que sopra, metade angústia que sufoca&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas quando a tristeza é mais do que pode ser&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando o sentido se perde ou parece banal&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aí as palavras são inúteis...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E o ponto é final. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-661416259705044831?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/661416259705044831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=661416259705044831' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/661416259705044831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/661416259705044831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/09/sou-metade-eu-metade-falta-metade-busca.html' title='MIRAGEM'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-6866194225450571982</id><published>2008-08-29T08:12:00.000-07:00</published><updated>2009-03-17T20:57:59.918-07:00</updated><title type='text'>O Misterioso Peixinho Dourado</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Essa você não vai acreditar! Pode parecer a maior palhaçada do mundo, mas um dia eu pensei em ser escritor. Eu sei, pode rir. Todo aquele monte de merda, tipo, os caras julgando o que você fez, dando palpite: “Acho que essa parte aqui poderia ser diferente, não ficou tão realista assim...”. Então vai escrever tua merda de história realista. Se você quer realismo, contente-se com a tua vida, chata pra cacete, e bem realista.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Isso sem falar na porcaria das editoras, com um editor safado que, se te aceitar, vai ser só pensando em encher o rabo de dinheiro. Na estante dele você vê: “O monge e o executivo, uma história sobre a essência da liderança”. Não consigo ler um título desses e achar que o cara que escreveu não estava de sacanagem. Você pode achar que eu estou com dor de cotovelo ou sei lá o quê, porque o cara deve vender muito. Mas a verdade é que não, nunca escrevi pensando em vender nem nada. Literatura é como montar quebra-cabeça, ou tocar violão sozinho, ou sentar no meio de uma praça no final da tarde. Qualquer coisa com mais pretensão que isso vira um monte de cocô gigante. E ninguém mais tem vontade de ler; e todo o escritor vira um babaca metido à besta; e todo mundo quer que o figurão assine seu livro e faça uma dedicatória, e ele manda uma mensagem piegas e clichê pra caramba. E, depois disso tudo, você nunca mais tem vontade de escrever outra vez. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Mas tem uma coisa ou outra que ainda é divertida, tem uns caras aí que ainda merecem ser lidos, porque eles escrevem por escrever mesmo, e não porque querem te vender um monte de porcaria ou se achar os senhores intelectuais. Tem esse cara, irmão de um amigo meu, ele escreveu uma história chamada: “O misterioso peixinho dourado”. A história é divertida pra caramba, sei que vou estragar ela, porque não vou lembrar na íntegra e ele escreve muito melhor do eu, mas é mais ou menos assim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;“O garotinho tinha enchido o saco da mãe dele a semana inteira pra ir ao parque de diversões, até que, finalmente, o dia havia chegado. Era um sábado. Puxa, como ele gostava de parques de diversões! Não era nem pelos brinquedos nem nada. Não que ele não gostasse dos brinquedos, mas tinha coisas que ele achava muito mais legais. Por exemplo, o cheiro de todas aquelas comidas diferentes e os cachorros sem dono que ficavam passeando por lá. Ele gostava de imaginar que esses cachorros eram inteligentes e conseguiam se comunicar uns com os outros e com outros animais também, e que sempre estavam bolando alguma aventura. Nossa, ele podia imaginar a história toda. Quando deitava na sua cama, ele ficava pensando na tal história. O líder do grupo dos animais era sempre algum cachorro mesmo, e eles estavam sempre querendo desmascarar algum safado, que sempre era um ser humano. Podiam estar querendo meter em cana o dono do parque, por exemplo, que, na história que ele imaginava, maltratava um macaquinho que havia sido comprado na Turquia. Na verdade, o dono do parque tentava adestrar o tal macaco, pra, se caso fosse possível, treinar um monte deles pra ficarem trabalhando nas bilheterias de graça”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;“Puxa, esse garoto era divertido mesmo! Ele também gostava de comprar maçãs do amor, não gostava muito de comer elas, porque eram meio duras e ficavam grudando nos dentes. Mas ele adorava a cor delas, e o jeito como eram brilhantes. Sua mãe sempre dizia que não adiantava comprar porque ele ia acabar não comendo mesmo. Mas ele sempre conseguia convencer ela, depois dizia que estava com dor de barriga ou algo assim e pedia pra ela guardar pra ele comer depois. Quando chegava em casa, ele dava a maçã pro gato, que até tentava comer ela no começo; só que aí ela saía rolando e ele esquecia que estava tentando comer e começava a bater ela de um lado pro outro por toda a casa”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;“A brincadeira que ela mais gostava em todo o parque era derrubar latas. Já tinha conseguido alguns prêmios relativamente bons. “Relativamente” porque esses caras dos parques são uns safados que sempre tem medo de sair perdendo alguma grana e, geralmente, só colocam alguns prêmios baratos. Mas, uma vez, ele conseguiu um urso de pelúcia que batia quase na sua cintura, só que o urso era rosa, aí ele deu pra sua mãe. De qualquer forma, ele não ficou triste, porque o urso era até que bem bonito e a sua mãe sempre lhe dava um monte de coisas legais e ele nunca dava nada a ela, tirando os presentes da escola quando tinha dia das mães e essas coisas. Mas ele achava que isso não contava, porque era ela mesma que dava o dinheiro pra ele comprar o presente. Puxa, ele tinha uma raiva disso! E os idiotas da escola sempre pediam a droga do dinheiro na semana do dia das mães, como se as mães fossem tapadas e não fossem desconfiar de nada. Claro que tinha aqueles que podiam pedir a grana aos pais em vez das mães, mas não era o caso dele... De um jeito ou de outro, o mais sensato seria pedir o tal dinheiro logo no começo do ano, que aí quando chegasse o dia das mães, elas nem lembrariam de nada e o presente realmente seria uma surpresa. Puxa! Ele tinha pensado nisso como se fosse a coisa mais óbvia do mundo e só tinha 10 anos. Realmente, ele não sabia o que se passava com aquelas professoras!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;“Mas o fato é que ele pediu pra sua mãe comprar um bilhete pra ele tentar derrubar algumas latas. Ele tinha direito a 5 bolas. Puxa, esses caras do parque eram mesmo uns pilantras! Pelo que ele lembrava, no ano anterior eram 8 bolas. Mas tudo bem, ele não podia deixar que esse tipo de golpe baixo o desconcentrasse. Errou as duas primeiras bolas, acertou a terceira e a quarta, e errou a última. Ou seja, ganhou dois prêmios. Um deles era um pequeno revólver que atirava água, ele até teria se empolgado com o prêmio se o outro não fosse muito mais legal. Um peixinho dourado! Puxa, isso sim que era prêmio! Ele veio dentro de um saco plástico. E o menino ficou doido de vontade de voltar correndo pra casa e colocar ele dentro de um aquário ou pelo menos numa jarra de vidro. Ele não sabia explicar por que, mas achava que, se ele fosse um peixe, odiaria ser colocado numa droga de saco plástico”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;“A mãe dele não teve escolha, teve que voltar correndo pra casa mesmo. Ele se sentiu meio culpado, porque ela nem pode ver os avestruzes. Ela adorava os avestruzes, por esse tipo de coisa que ele achava ela a mãe mais legal do mundo. Ela sempre dizia pra todo mundo que era ele quem era maluco pelos avestruzes e, quando eles estavam no parque, ela dizia: “Depois a gente pode dar uma passadinha pra ver os avestruzes; quando eu tinha a sua idade eu era maluca por avestruzes”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;“Ele se sentiu meio culpado por apressar ela e tudo, mas ele tinha a impressão de que o peixe iria morrer a qualquer momento se continuasse na droga de saco plástico. Ele acabou encontrando um aquário antigo, de um outro peixe que havia tido uma vez, mas que só sobreviveu umas duas semanas. Ele gostava dos peixes porque eles só querem levar a vida deles, sabe. Tipo, eles passam a vida inteira trancafiados e nunca reclamam de nada. Tá, tudo bem que nem podem reclamar mesmo, mas o fato de não poderem reclamar já os torna mais legais que os outros bichos. Se você tem um gato, por exemplo, ele começa a se esfregar na tua perna e a bancar o teu amigo, depois começa a miar feito um doido pra você colocar ração na droga da tigela dele. Não agüento um troço desses. Não sei porque ele não pede só a comida e pronto, seria mais honesto da parte dele”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;“Tudo bem, ele colocou o peixe no aquário e lembrou que ele precisava de ração. Puxa, como ele esqueceu disso! Eles deviam ter ração pra vender no parque, se é algo que eles podem vender, eles sempre têm. O troço deixou ele meio desesperado, porque ele não queria que o peixe morresse por falta de comida. Mas aí a mãe dele o tranqüilizou e disse que podiam comprar comida no dia seguinte, que os peixes podiam passar semanas sem comer e tudo. Ele duvidou um pouco dessa parte, mas ele também achava que o peixe não morreria por não comer naquela noite. Ele foi deitar e só então percebeu o quanto estava cansado. Caiu na cama e apagou. Acordou no meio da madrugada e resolveu dar uma conferida no peixe, só pra ter certeza de que ele ainda estava vivo. Chegou bem perto do aquário, encostou o dedo na superfície da água e o peixe subiu, bem devagar. A mãe dele tinha razão, os peixes deviam ser resistentes mesmo, porque, afinal de contas, num rio ninguém vai lá atirar alimentos nem nada. Eles tem que se virar com os insetos e com os troços que caem das árvores. Ele ficou mais um tempo olhando o peixe, pensando o quanto deveria ser chato viver trancado num aquário. Ele se virou, deu três passos em direção ao seu quarto e, então, o mundo explodiu”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Isso mesmo, o conto acabava assim, o mundo explodiu. Eu vibro com um troço desses. Não sei por que o irmão do meu amigo resolveu escrever esse final. Não sei se estava com preguiça de continuar escrevendo ou se tinha pensado nisso desde o começo, talvez ele tenha tentado fazer um final engraçado ou estava sem idéia. Sei lá, só sei que até hoje eu não consegui pensar num final melhor. Sei que a maioria das pessoas pra quem eu contei essa história até hoje, achou ela estúpida e sem sentido. Porque a maioria das pessoas sempre tenta encontrar sentido pra tudo, como se a vida delas fosse legal pra caramba e cheia de sentido. Aí elas começam a comprar esses livros intitulados “o monge e sei lá o quê”, que deve ser cheio de propósitos e esses montes de encheção de saco. Aí, lá no fundo, você se sente deprimido pra caramba, por as pessoas gostarem desse tipo de porcaria e detestarem o conto do peixinho dourado, do irmão do meu amigo. Um amigo meu me disse uma vez que você sabe se a história é boa se, quando você acaba de ler ela, você tem vontade de telefonar pro cara que escreveu, só pra bater um papo sobre qualquer coisa besta. Eu fiquei com uma vontade danada de ligar pro autor do “misterioso peixinho dourado”. Não sei se alguém tem vontade de ligar pros caras que escrevem “o monge e não sei quem”, talvez tenha.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;O que eu acho engraçado é que esse irmão do meu amigo até que é um escritor relativamente conhecido e, sei lá como, ele conseguiu publicar esse conto numa revista. Eu fico imaginando a cara daqueles charlatões, metidos a crítico e tudo, daquele tipo que nunca riu de uma piada durante toda a vida e sempre tirou dez em tudo na escola, eu fico imaginando a cara desses sujeitos quando leram o conto do misterioso peixinho dourado. Puxa, eu fico doido com um troço desses!&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-6866194225450571982?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/6866194225450571982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=6866194225450571982' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/6866194225450571982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/6866194225450571982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/08/o-misterioso-peixinho-dourado.html' title='O Misterioso Peixinho Dourado'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-2964506387261850603</id><published>2008-08-04T14:10:00.000-07:00</published><updated>2008-08-04T14:13:41.517-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Post Normal'/><title type='text'>Ágata e o Crepúsculo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Ágata ainda é jovem, o mundo ainda parece fresco para ela. Gosta de passear pelo jardim botânico nos fins de tarde, ou de sentar-se em algum banco da praça que fica próxima a sua casa, esperando que o sol comece a se pôr. Mas não hoje.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Ágata gosta de poesia. Sabe recitar mais de uma dezena delas de cor, e também escreve suas próprias. Sabe tocar flauta, e até compôs uma ou outra melodia que nunca mostrou para ninguém. Mas não hoje. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Ágata gosta de cinema. Várias vezes, abandonou uma aula tediosa para assistir a algum filme que estivesse &lt;st1:personname productid="em cartaz. Gosta" st="on"&gt;em cartaz. Gosta&lt;/st1:PersonName&gt; de sentir o cheiro de pipoca ou de deixar-se cair no sono, recostada confortavelmente na poltrona; sente-se mais segura para dormir, sabendo que há outros por perto. Mas não hoje. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Ágata gosta de sentar-se diante de algum lago de água parada, ou de um riacho de água corrente. Gosta de ver os insetos andando pela superfície límpida, sem afundar; ou de atirar ramos na corredeira e vê-los se afastando até sumir das vistas. Mas não hoje.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Hoje, a barriga de Ágata ronca, e seu armário está vazio. &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-2964506387261850603?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/2964506387261850603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=2964506387261850603' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/2964506387261850603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/2964506387261850603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/08/gata-e-o-crepsculo.html' title='Ágata e o Crepúsculo'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-6059999982701827919</id><published>2008-08-03T12:23:00.000-07:00</published><updated>2008-08-03T12:26:08.114-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Post Normal'/><title type='text'>BANAL</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;J. S. é um rapaz de 18 anos. Possui 3 irmãos mais novos, duas meninas e um menino. Pais divorciados, família de classe média baixa. Trabalha meio período como caixa numa loja de conveniências de um posto de combustível. Estuda para ter um futuro melhor. “Persiga o futuro para não ser esmagado pelo presente”. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;J. S. não possui amigos, nem namorada. Até tentou, mas concluiu que não valia o custo-benefício. Nos finais de semana, bebe em um terreno baldio próximo a sua casa. As costas encostadas contra o muro frio, as roupas molhadas pelo sereno. Serenidade... O barulho dos grilos é sobrepujado pelo som de seu MP3. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;No dia seguinte, ele acorda cedo. Repete sua rotina. Anda até o ponto de ônibus. Repara num outdoor novo. Na imagem, uma moça anda de bicicleta, com os braços abertos e o tronco inclinado para trás. Parece se sentir tão livre. Parece haver tanta poesia naquela cena. Não lê o slogan... Por que será que ela se sentia tão livre? Se tivesse que arriscar, diria que era uma manhã de outono. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;J. S. ouve uma freada brusca. Sente um primeiro impacto na altura de seus joelhos, o tronco bate contra o capô e a cabeça contra o pára-brisa. Seguem-se alguns segundos de silêncio e, deitado no asfalto, ele não tem dúvidas: aquele é o dia mais bonito de sua vida. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-6059999982701827919?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/6059999982701827919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=6059999982701827919' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/6059999982701827919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/6059999982701827919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/08/banal.html' title='BANAL'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-3627387591219753345</id><published>2008-08-03T12:16:00.000-07:00</published><updated>2008-08-03T12:20:56.252-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><title type='text'>TELL ME... WHERE´S GANDALF?</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uE-1RPDqJAY&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/uE-1RPDqJAY&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-3627387591219753345?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/3627387591219753345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=3627387591219753345' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/3627387591219753345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/3627387591219753345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/08/tell-me-wheres-gandalf.html' title='TELL ME... WHERE´S GANDALF?'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-4361470533339262621</id><published>2008-07-27T18:59:00.000-07:00</published><updated>2008-07-27T19:12:33.389-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Post Normal'/><title type='text'>Hikikomori</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Eu fico me perguntando quando realmente isso começou... Difícil precisar. Às vezes, chego a pensar que nasceu comigo. Algumas pessoas nascem com certas habilidades, outras com algumas dificuldades. Eu nasci cercado por um muro, invisível para os outros, mas não para mim. Mas será mesmo?...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Imagine-se cercado por um muro, com uma área de um &lt;st1:metricconverter productid="1 m2" st="on"&gt;1 m&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;, muito mais alto que o maior arranha-céu já construído e que não pára de crescer. Sei que num primeiro momento deve parecer desesperadora a sensação de estar cercado; mas, hoje, me apavora a idéia de um dia o muro se acabar. Hoje, dependo dele. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Há 17 anos, 7 meses e 23 dias estou isolado em minha casa. Algumas raras saídas de meu quarto. Algumas raríssimas caminhadas pela madrugada, por lugares que sei que não encontrarei ninguém. Hoje me peguei perguntando algo que, curiosamente, nunca havia me ocorrido: Como tudo começou? Quando eu coloquei, ou, quando colocaram os primeiros tijolos do meu precioso muro? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Poderia ter sido o bullying. Um termo norte-americano para designar as agressões físicas e psicológicas (no meu caso, psicológicas) entre colegas de escola. Geralmente, as vítimas mais freqüentes são alunos gordos, ou muito magros, ou muito altos... No meu caso, nenhuma das características anteriores. Não sei ao certo por que meus colegas me escolheram. Talvez um garoto qualquer tentando se mostrar engraçado para as meninas... chamar a atenção da classe, escolha você ao acaso. Talvez o ridicularize em público de alguma forma. Você ainda está seguro de si, ainda possui uma auto-estima bem estabelecida e considera o episódio uma bobagem. Recorda-se do ocorrido algumas vezes antes de dormir e pensa que deveria ter revidado. As palavras que faltaram na hora agora sobram. As melhores respostas sempre chegam atrasadas. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Passam-se alguns dias e você é ridicularizado de volta. Agora, por outra pessoa. Talvez o fato de já haverem te escolhido uma vez, te torne bem cotado para uma próxima escolha. Você procura alguma lógica, mas não encontra. E você perdoa a todos, por que, afinal, você é tão bom, tão superior a todos para guardar rancor ou para se vingar. Você acaba de unir um componente muito perigoso nessa mistura, sua arrogância. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;“Puna no momento certo para não ser punido para sempre”. Isso é algo que se aprende; infelizmente, as melhores respostas sempre chegam tarde. Você é o alvo outra vez, e outra... e outra... e outra... Quando você se dá conta, até os professores já estão o ridicularizando. Você não se sente mais seguro; já não há mais sombra de autoconfiança ou auto-estima. Aonde quer que você vá, você se sente um soldado nu cercado por um pelotão inimigo. Você não considera mais o acaso como o fator determinante. Passa a achar que há realmente algo de errado com você. Paranóia. Para onde quer que você vá, qualquer risinho discreto, qualquer olhar passageiro, tudo está contra você. Você é o alvo. Você é a piada. Você é o intruso. E você percebe que não é imune a aplicabilidade dos chavões: “Uma mentira repetida muitas vezes se torna uma verdade”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Você muda de colégio, mas depois de tanto tempo de tortura, será que você ainda é o mesmo? Você toma sua inferioridade como certa. Tenta, em vão, encontrar uma lógica. Torna-se vítima outra vez, não importa para quantos colégios se mude, esse é seu estigma. Não precisa muito tempo para que o menino sorridente no porta-retratos só deseje explodir, varrendo da Terra todas as pessoas más. No íntimo, a pergunta: sobraria alguém? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Filho único, passa a descontar seu ódio represado na única pessoa que julga ser inocente, sua mãe. Uma viúva que não possui muitas alegrias em sua vida, que julga seu filho aquilo que possui de mais precioso. E ele compreende e perdoa todos os seus algozes, cria álibis para eles; no entanto, pune a ela, com frases afiadas, perguntas capciosas. Que ironia, será que há algum prazer especial em punir inocentes? Seria um efeito em cadeia? Mas esse filho sente-se extremamente culpado por essa postura que adotou, e da qual não consegue se desvencilhar. Mais um conflito para seu vasto repertório. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Um amor materno que não consegue corresponder da maneira adequada. Uma vítima que não consegue encontrar razões para as torturas que sofre. Encontra álibis para seus torturadores. Pune a única pessoa que não o maltrata (talvez a puna justamente por isso, por mais esta contradição: “por que não são todos que o odeiam?”; talvez fosse mais fácil...). Culpa. Necessidade de corresponder às expectativas. Inferioridade ou superioridade? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;No Japão, em vez de bullying, utiliza-se o termo ijime para denominar este fenômeno. O ijime é um dos principais causadores do suicídio infantil e do abandono escolar. É estranho pensar como crianças podem ser tão cruéis umas com as outras. A competição e o convívio em grupo podem despertar em nós todo o tipo de comportamento. Destrua para não ser destruído, ou, isole-se. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Você passa a agir de maneira estranha. Seus contatos com os outros vão ficando cada vez mais raros. Você teme a todos e a tudo. Não quer mais se aproximar de ninguém. Não quer mais conversar com ninguém. Qualquer voz o irrita. Sua própria o irrita mais que todas as outras. Inicia-se uma contagem regressiva das palavras que você passa a proferir durante o dia até, finalmente, chegar ao zero. O confortável zero. O confortável muro. A confortável tristeza. Você passa a desejar estar sedado por todos os dias restantes de sua vida. Um tipo de morfina permanente. Os melhores momentos de sua vida passam a ser aqueles em que está dormindo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Mas você está seguro atrás dos limites de seu muro. Você mora em seu quarto. Há uma abertura na porta, que você criou para sua mãe passar o prato com comida e, vez ou outra, trocar algum bilhete com você. Ela nunca desiste. Você raramente responde os bilhetes dela, mas ela continua escrevendo, todos os dias, durante estes 17 anos, 7 meses e 23 dias ela não falha uma única vez sequer. Ela tem esperança que você saia e que tudo seja da maneira que ela sempre fantasiou. Ahh... e você se sente culpado de uma forma que jamais caberia em palavras! E você chora como um tolo enquanto escreve isso. E você, que já não crê em nada, reza para qualquer coisa que possa existir para nunca haver nascido, para ser apagado da memória dela. Seria mais fácil se todos o odiassem. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Hikikomori. A nomenclatura sempre o define de uma forma para o classificar, mas nunca de uma forma para realmente o conhecer. É assim que denominam isso que me tornei. Já não me lembro há quantos anos não pronuncio uma única palavra. Você não precisa mais se preocupar com muitas coisas. Não há mais vida social, não precisa mais se preocupar em agradar ninguém. Sem mais falsos sorrisos, conversas forçadas e coisas do gênero. Você não precisa mais viver para os outros, mas, se você não viver para os outros, viverá para quê? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Poucos banhos mensais, sem mais vaidade. Um novo tipo de monge. Um novo tipo de ermitão. Você divide a maior parte de seu tempo entre a TV e o computador; uma fatia menor entre livros e quebra-cabeças. Você conhece um sem número de animes, e o motivo de você continuar vivendo passa a ser conhecer o final daqueles que está assistindo no momento (uma dica, sempre esteja assistindo algum), ou o final do romance que está lendo (histórias diferentes de sua vida maçante), ou então, a grande razão de sua existência passa a ser colocar a peça final do quebra-cabeças que está montando no momento. Nada muito nobre, nenhuma epopéia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Você só escreve bilhetes para sua mãe para lhe pedir bebidas alcoólicas ou mesmo morfina. Então, você descreve seu sofrimento para persuadi-la (egoísta, imundo). E você chora por horas quando recebe aquilo que pediu através daquela pequena abertura da porta de seu quarto. E você ouve um choro contido, que faz de tudo para não ser ouvido, ir ficando cada vez mais baixo e distante do outro lado da porta. Culpa. Culpa. Culpa. E você queria tanto ser diferente! Mas você simplesmente não consegue! Não consegue!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Tudo que você faz é escrever esta carta. A única carta que escreveu durante estes &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;17 anos, 7 meses e 23 dias que esteve em seu quarto. Uma carta que fala um pouco sobre você, que poderia ser destinada a qualquer estranho, para que pudesse conhecê-lo um pouco. Mas ela é destinada a sua mãe. Dizendo que você já montou todos os quebra-cabeças que podia montar. Que não precisa mais passar um prato com alimento no dia seguinte. Que você fez tudo da maneira mais limpa possível, mas, ainda assim (você que sempre pediu tanto e retribui pouco), pede que sua mãe não entre; que mande outro retirá-lo do quarto após todos esses anos de isolamento. Não pede perdão, porque sabe que ela nunca o culpou. E você, inutilmente, lamenta que esta carta seja tão útil quanto foi sua vida.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;http://apologiaaocaos.hpg.ig.com.br/&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-4361470533339262621?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/4361470533339262621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=4361470533339262621' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/4361470533339262621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/4361470533339262621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/07/hikikomori_27.html' title='Hikikomori'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-5173997696718185514</id><published>2008-07-27T18:11:00.000-07:00</published><updated>2008-07-27T18:16:51.861-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><title type='text'>AVISO: ESSA MÚSICA PODE FICAR GRAVADA EM SUA CABEÇA</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EwTZ2xpQwpA&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/EwTZ2xpQwpA&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-5173997696718185514?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/5173997696718185514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=5173997696718185514' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/5173997696718185514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/5173997696718185514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/07/aviso-essa-msica-pode-ficar-gravada-em.html' title='AVISO: ESSA MÚSICA PODE FICAR GRAVADA EM SUA CABEÇA'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-31009713959759203</id><published>2008-07-04T20:24:00.000-07:00</published><updated>2008-07-04T20:29:19.237-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Post Normal'/><title type='text'>A longo prazo, não há escolhas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Tempo passando. Tempo passando. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Não dá pra reverter, você sabe disso. O fluxo é contínuo, você sabe disso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Você preenche com memórias o intervalo entre o dia que você foi atirado aqui e o dia em que vão te atirar em algum outro lugar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Você é orgânico, você sabe disso. Um dia você vai apodrecer, você tenta esquecer disso. Trave uma luta contra a natureza e espere a derrota. Ela sempre vence. Mais cedo ou mais tarde, ela vai te engolir. Tudo vai ficar muito mais fácil se você aceitar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;J. F. K., essas são as iniciais de um sujeito que conheci. Não, ele nunca foi presidente dos EUA Ele nunca desfilou em conversíveis, sorrindo e acenando pra multidões. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Foi um menino esquelético. Tímido. Boas notas. Péssimo &lt;st1:personname productid="em esportes. Alvo" st="on"&gt;em esportes. Alvo&lt;/st1:PersonName&gt; fácil no colégio. Interesse especial em entomologia (estudo dos insetos). Achava-se parecido com os insetos, especialmente com o louva-a-deus. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Os insetos apresentam exoesqueleto (esqueleto externo de quitina).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;O que os teus colegas te dizem no colégio, você não esquece nunca. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;J. F. K. odiava quase todo mundo. Riam dele, e ele não conseguia perdoar isso. Sentiam pena dele, e ele não conseguia perdoar isso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Todos os amigos acabam se tornando chatos ou inconvenientes a longo prazo, você sabe disso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;A vida de J. F. K. não tinha sentido algum para ele até os seus 20 anos. Viver era como ser colocado num carrossel, sem nunca ter pedido por isso, e ser obrigado a esperar que ele pare pra poder saltar fora.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Suicídio estava fora de cogitação; já havia sido um investimento relativamente alto para sua família para não dar resultado algum. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Alguns pais podem não dizer, mas sempre esperam algo de você, e você sabe disso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Esperar que o dia-a-dia o consuma aos poucos. Como uma goteira de ácido sulfúrico sobre uma barra de aço. Esse era o plano de J. F. K. Sempre sorrindo quando fosse preciso. O Oscar era dele. Desejando feliz Natal e feliz Páscoa. O Globo de Ouro. Enviando cartões postais e indo ao cinema com a namorada. Palma de Ouro em Cannes. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Simplesmente seguia o protocolo. Viver era como redigir um ofício. Segue-se algumas regras e não há erro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Não há erro. A burocracia é uma velha desdentada tentando te comer vivo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Até que, quando tinha seus 20 anos, algo mudou. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Às vezes, a rotina é tão confortável que gera dependência. Dopado pelo cotidiano. Melhor que morfina. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Algo preencheu um espaço vago na vida de J. F. K. Os dias não eram mais tão vazios. Ele tinha algo pelo que esperar no dia seguinte. Uma série de TV. “What about me?”. Talvez uma merda para você. Talvez você o ache estúpido. Mas, a longo prazo, tudo é indiferente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Nenhuma existência é fundamental. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;5 anos se passaram desde que descobriu seu novo mundo; e J. F. K. nunca perdeu um episódio. Agora ele trabalhava numa fábrica de disjuntores. Setor administrativo. Um disjuntor parece algo tão idiota que você nem se dá conta de que precisa alguém pra fabricar essa porra. Mas era um negócio lucrativo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;J. F. K. parecia tão idiota que talvez seus colegas de colégio houvessem esquecido que ele tinha sentimentos. Que continuaria existindo depois do colegial. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Sim, ele tinha sentimentos. Sim, ele ainda existia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;O rancor é um dos sentimentos mais duradouros. Isso é uma verdade. Suas vísceras estavam impregnadas de um lixo radioativo que duraria centenas de milhares de anos para se extinguir. Talvez, depois que morresse, seu ódio permanecesse vivo sob a forma de um espectro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Mas agora tudo havia melhorado. Sua família o considerava uma pessoa normal e ele tinha sua série de TV. “What about me?”. Uma série clichê. Melosa. Sobre um grupo de jovens de uma cidade do interior norte-americano. A história se passava num colégio. Talvez J. F. K. visse no protagonista rebelde, de jaqueta de couro e motocicleta, aquilo que queria ter sido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Parecia um cara legal. Rodeado de garotas. Bom em esportes, apesar de achá-los estúpidos. Não batia nos garotos esqueléticos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Os insetos são constituídos por um esqueleto externo, chamado exoesqueleto; você já sabe disso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;J. F. K. chegava em casa às 19 horas. A série começava às 20:30. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Às vezes, a rotina é melhor do que morfina, você já sabe disso. Ir ao trabalho sempre pela mesma rua. Sair de casa e retornar sempre nos mesmos horários. Almoçar sempre no mesmo lugar. Esse tipo de coisa te traz uma segurança que acaba fazendo você esquecer sua falta de propósito. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;A longo prazo, tudo é indiferente, você sabe disso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;A longo prazo, não há como ser otimista; no fundo, você sabe disso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Havia dois meses que o chefe de J. F. K. morava no andar logo acima do seu. Uma cobertura espaçosa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Quando se mudou deu uma festa. J. F. K. foi obrigado a comparecer. Como dar uma desculpa quando se mora no andar debaixo? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Gravou o episódio da série. No meio da festa, quase não conseguia suportar a ansiedade. Aquele episódio era decisivo. Será que Gracie descobriria que Brian só estava com Jane porque achava que ela tinha leucemia? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Jane jogava sujo, mas acabaria sendo desmascarada. J. F. K. sabia disso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Não foi daquela vez, mas a profecia se cumpriu. As armações de Jane foram descobertas, no último episódio da série. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;A rotina é tão segura que acabamos esquecendo que um dia ela acabará. Como o sujeito que é encontrado enforcado no quarto após conseguir uma gorda aposentadoria. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Quanto tempo J. F. K. poderia suportar sem a sua série? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Ele não odiava seu chefe. Não tinha por que odiar. Sua vida estava numa outra dimensão. Seu dia começava às 20:30 e acabava às 21:20. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Mas e agora?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Seu chefe era um sujeito calvo e obeso de meia idade. Todo mês contratava uma prostituta de uma cidade vizinha para passar uma semana em sua companhia. Criava seu personagem. Dava a ela um nome falso. Uma profissão falsa. Inventava uma história sobre a conquista. E então, o principal, apresentava-a aos amigos. Seu troféu. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;No escritório, J. F. K. era seu alvo. Fazia todo o tipo de piada de mau gosto sobre ele. Ridicularizava-o na frente de seus colegas. Esquecia que também havia sido um alvo no colégio, por sempre estar acima do peso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Dê uma oportunidade às vitimas e elas se tornam algozes. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Toda a diferença entre o torturador e o torturado, o explorador e o explorado, está no fato de que o segundo não teve chance de ser o primeiro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;J. F. K. podia ouvir o som dos passos arrastados de seu chefe quando este se dirigia a sua cama. O quarto dele ficava logo acima do de J. F. K. Tinha noites que tinha a impressão de ouvir seus peidos. Isso sem falar nos rangidos da cama, quando ele contratava uma nova prostituta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Realmente sentia pena daquelas garotas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Imaginava-as embaixo daquela bola de sebo e pêlos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Tudo isso era suportável porque às 20:30 começava “What about me?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Mas e agora? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;J. F. K. comprou uma espingarda calibre 12.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Precisava que as bolas de chumbo se dispersassem na hora do disparo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Não queria errar o alvo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;À meia noite, ficou em pé sobre sua cama e bateu com o cano da espingarda no teto cinco vezes seguidas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Não houve nada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Mais cinco vezes. Nada outra vez. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Tornou a bater até que houve a confirmação. Uma voz conhecida berrou: “J. F. K., que porra você tá fazendo aí embaixo, seu filho da puta? Eu tô tentando dormir!”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Não havia nenhuma prostituta com ele naquela semana. Isso era bom. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Ele estava deitado em sua cama. Isso era bom. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;J. F. K. posicionou-se mo lugar certo e colou a espingarda sob seu queixo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;O último pensamento que passou por sua cabeça foi: “Será que algum pedaço do meu cérebro vai ser encontrado dentro do corpo dele?”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;A longo prazo, não há sobreviventes.  &lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;http://apologiaaocaos.hpg.ig.com.br/&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-31009713959759203?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/31009713959759203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=31009713959759203' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/31009713959759203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/31009713959759203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/07/longo-prazo-no-h-escolhas.html' title='A longo prazo, não há escolhas'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-4289841744134488685</id><published>2008-07-04T20:19:00.000-07:00</published><updated>2008-07-04T20:23:30.844-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><title type='text'>"Eu li como huannn huann..."</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/esPxHh1rsMo&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/esPxHh1rsMo&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-4289841744134488685?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/4289841744134488685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=4289841744134488685' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/4289841744134488685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/4289841744134488685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/07/eu-li-como-huannn-huann.html' title='&quot;Eu li como huannn huann...&quot;'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-5456296722421980503</id><published>2008-07-04T20:08:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T01:23:16.311-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imagens'/><title type='text'>PERDEU, PUFF</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/SG7mgzdinCI/AAAAAAAAABs/GJJoc5l6zw0/s1600-h/PERDEU+PUFF.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/SG7mgzdinCI/AAAAAAAAABs/GJJoc5l6zw0/s400/PERDEU+PUFF.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219362469413297186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://apologiaaocaos.hpg.ig.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-5456296722421980503?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/5456296722421980503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=5456296722421980503' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/5456296722421980503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/5456296722421980503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/07/perdeu-puff.html' title='PERDEU, PUFF'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/SG7mgzdinCI/AAAAAAAAABs/GJJoc5l6zw0/s72-c/PERDEU+PUFF.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-4741941235279384631</id><published>2008-06-08T15:16:00.000-07:00</published><updated>2008-06-08T15:22:40.380-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Post Normal'/><title type='text'>ARCO-ÍRIS RADIOATIVO (céu azul 137)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Esta poesia foi extraída de um livro de minha autoria, ainda não publicado, chamado: CONTOS DE FADO. Foi escrita por Epitáfio, um personagem do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;            Odeio todos os segredos mais secretos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;Que permanecerão em segredo para sempre&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;Te presenteio com um ramalhete de dejetos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;Tragando na fumaça o câncer inerente&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;A fisionomia tosca de um lábio sem sorriso&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;O hálito podre de uma boca sem dentes&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;A podridão é tudo que é preciso&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;Quando a culpa já não encontra inocentes&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;Uma canção de louvor entoada aos berros&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;O êxtase ou qualquer vislumbre de alegria&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;Enquanto isso, todas as dores que em mim encerro&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;Transformam o respirar no ritmo da agonia&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;O pecado original é a reprodução&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;E meu pecado foi não ser original&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;O repetir é o pecado capital&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;A cópia é a originalidade na inovação&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;Sorria, você é o fruto do ontem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;Sorria, uma polpa podre não envolve sementes&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;Não chore, você serve de adubo para minha árvore&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;Não chore, no meu pomar todas as plantas são diferentes&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;A presença do vazio é a ausência do presente&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;Será que nada que é eterno dura pra sempre? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;Ou será que tudo é nada e com a eternidade não é diferente? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;Se com 4 letras o &lt;i&gt;nada&lt;/i&gt; se torna algo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;E se &lt;i&gt;tudo &lt;/i&gt;cabe em 4 também &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;É natural que com 8 eu tenha o &lt;i&gt;universo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;Ou será que com 3 ele me &lt;i&gt;tem&lt;/i&gt;? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;O que vocês debatiam na grande mesa?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Enquanto eu me debatia no chão&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Degustavam sofisticadas sobremesas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;E eu catava as sobras da mesa com as mãos &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Já não há mais alimento lá fora&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Talvez devêssemos fazer uma sopa de dinheiro&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Calma aí, aguarde sua hora&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Eu tenho o direito de comer primeiro&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Irmão, você me mataria enquanto durmo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Bom demais pra ser verdade&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Liberta-me desse mundo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;E me perdoa por ser covarde &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Perceba a gravidade da situação&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Há uma força que me puxa para baixo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Quando quero sair do chão&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Não acho, não me encaixo, ladeira abaixo &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Isso é grave, a grave idade&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Isso é grave, a gravidez&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Isso é lenda, a feliz idade&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Está na cara a insensata tez &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Desligue a TV e o som&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Esse barulho é o rádio em atividade, radioatividade?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;A velhice é tão triste, é um mal da idade, maldade&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Um dia tentei ser bom&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Recobre o fluxo... fluoxetina&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Há tanta serenidade, tanta serotonina &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;O apocalipse já foi anunciado&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Por meninos sujos de jeans rasgado&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Somos todos ordinários, infeliz verdade &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Somos unidades comuns, mas não somos comunidade&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Um muro que me divide ao meio&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Metade sonho que passou, metade sonho que não veio&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Há tanto código que barra,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Metade pelo dinheiro, metade pela raça&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Não admiro o Novo Mundo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Mas me admira o Mundo Novo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Quando tudo é vulgar e sujo,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Sou o mais vulgar de todos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Como é extensa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Essa tortuosa linha de montagem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Sou só mais uma peça&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;A gangrena e a engrenagem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Girando sobre o eixo &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Sem nunca sair do lugar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Me desgasto mas não me queixo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Fui feito para girar &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Fiz das tripas coração&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Pra não fazer do sonho excremento&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Mas me perdi na solidão&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Quem me abriga é o relento &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Tudo é jogo &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Jogo é tudo &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Todos gritam: dependência ou morte&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Sabe o que é mais absurdo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Por azar não tenho sorte &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Veja a grande luz violeta no céu &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Um radiante anjo chamado Urânio &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Derrete-me os ossos com o calor de seu véu &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Deforma meus filhos, membros e crânio &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Como matar o tempo que me mata? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Que tal um cigarro?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Sou esperança, membrana, alma&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;E catarro&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;De que adianta ser profundo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Num mundo assim tão raso?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;O ser humano, o ser imundo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Te amo, te odeio, te mato &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Socorro!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Os soldados estão vindo &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Com sangue nos olhos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;E eu jorro sangue pela boca&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Hímen, honra... espólios &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;A bala zunindo...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Natureza, vadia louca &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Se você pudesse ver o que eu vejo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Seu coração derreteria&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Um breve lampejo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;Dos jardins da agonia&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-4741941235279384631?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/4741941235279384631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=4741941235279384631' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/4741941235279384631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/4741941235279384631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/06/arco-ris-radioativo-cu-azul-137.html' title='ARCO-ÍRIS RADIOATIVO (céu azul 137)'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-1436927425011172880</id><published>2008-06-03T16:25:00.001-07:00</published><updated>2008-06-07T14:37:51.370-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><title type='text'>Situação Tensa....</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/MWvQEmUCZoU&amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/MWvQEmUCZoU&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-1436927425011172880?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/1436927425011172880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=1436927425011172880' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/1436927425011172880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/1436927425011172880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/06/situao-tensa.html' title='Situação Tensa....'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-2355353136092228798</id><published>2008-06-03T16:06:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T01:23:16.493-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imagens'/><title type='text'>Psicologia Infantil</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/SEXRVmJ6fXI/AAAAAAAAABk/Ub0A6_BIJ9o/s1600-h/4abortionhn1.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/SEXRVmJ6fXI/AAAAAAAAABk/Ub0A6_BIJ9o/s400/4abortionhn1.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207798713073433970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;http://apologiaaocaos.hpg.ig.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-2355353136092228798?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/2355353136092228798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=2355353136092228798' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/2355353136092228798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/2355353136092228798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/06/psicologia-infantil.html' title='Psicologia Infantil'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/SEXRVmJ6fXI/AAAAAAAAABk/Ub0A6_BIJ9o/s72-c/4abortionhn1.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-7524886655800949257</id><published>2008-05-22T11:35:00.000-07:00</published><updated>2008-06-03T16:22:49.175-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Post Normal'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Esse conto é a primeira coisa que público aqui que não é de minha autoria. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Foi escrito por Chuck Palahniuk&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Chama-se "Guts" (vísceras).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Inspire.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Inspire o máximo de ar que conseguir. Essa estória deve durar aproximadamente o tempo que você consegue segurar sua respiração, e um pouco mais. Então escute o mais rápido que puder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Um amigo meu aos 13 anos ouviu falar sobre "fio-terra". Isso é quando alguém enfia um consolo na bunda. Estimule a próstata o suficiente, e os rumores dizem que você pode ter orgasmos explosivos sem usar as mãos. Nessa idade, esse amigo é um pequeno maníaco sexual. Ele está sempre buscando uma melhor forma de gozar. Ele sai para comprar uma cenoura e lubrificante. Para conduzir uma pesquisa particular. Ele então imagina como seria a cena no caixa do supermercado, a solitária cenoura e o lubrificante percorrendo pela esteira o caminho até o atendente no caixa. Todos os clientes esperando na fila, observando. Todos vendo a grande noite que ele preparou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Então, esse amigo compra leite, ovos, açúcar e uma cenoura, todos os ingredientes para um bolo de cenoura. E vaselina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Como se ele fosse para casa enfiar um bolo de cenoura no rabo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Em casa, ele corta a ponta da cenoura com um alicate. Ele a lubrifica e desce seu traseiro por ela. Então, nada. Nenhum orgasmo. Nada acontece, exceto pela dor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Então, esse garoto, a mãe dele grita dizendo que é a hora da janta. Ela diz para descer, naquele momento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Ele remove a cenoura e coloca a coisa pegajosa e imunda no meio das roupas sujas debaixo da cama.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Depois do jantar, ele procura pela cenoura, e não está mais lá. Todas as suas roupas sujas, enquanto ele jantava, foram recolhidas por sua mãe para lavá-las. Não havia como ela não encontrar a cenoura, cuidadosamente esculpida com uma faca da cozinha, ainda lustrosa de lubrificante e fedorenta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Esse amigo meu, ele espera por meses na surdina, esperando que seus pais o confrontem. E eles nunca fazem isso. Nunca. Mesmo agora que ele cresceu, aquela cenoura invisível aparece em toda ceia de Natal, em toda festa de aniversário. Em toda caça de ovos de páscoa com seus filhos, os netos de seus pais, aquela cenoura fantasma paira por sobre todos eles. Isso é algo vergonhoso demais para dar um nome.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; As pessoas na França possuem uma expressão: "sagacidade de escadas." Em francês: esprit de l'escalier. Representa aquele momento em que você encontra a resposta, mas é tarde demais. Digamos que você está numa festa e alguém o insulta. Você precisa dizer algo. Então sob pressão, com todos olhando, você diz algo estúpido. Mas no momento em que sai da festa....&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Enquanto você desce as escadas, então - mágica. Você pensa na coisa mais perfeita que poderia ter dito. A réplica mais avassaladora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Esse é o espírito da escada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; O problema é que até mesmo os franceses não possuem uma expressão para as coisas estúpidas que você diz sob pressão. Essas coisas estúpidas e desesperadas que você pensa ou faz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Alguns atos são baixos demais para receberem um nome. Baixos demais para serem discutidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Agora que me recordo, os especialistas em psicologia dos jovens, os conselheiros escolares, dizem que a maioria dos casos de suicídio adolescente eram garotos se estrangulando enquanto se masturbavam. Seus pais o encontravam, uma toalha enrolada em volta do pescoço, a toalha amarrada no suporte de cabides do armário, o garoto morto. Esperma por toda a parte. É claro que os pais limpavam tudo. Colocavam calças no garoto. Faziam parecer... melhor. Ao menos, intencional. Um caso comum de triste suicídio adolescente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Outro amigo meu, um garoto da escola, seu irmão mais velho na Marinha dizia como os caras do Oriente Médio se masturbavam de forma diferente do que fazemos por aqui. Esse irmão tinha desembarcado num desses países cheios de camelos, na qual o mercado público vendia o que pareciam abridores de carta chiques. Cada uma dessas coisas é apenas um fino cabo de latão ou prata polida, do comprimento aproximado de sua mão, com uma grande ponta numa das extremidades, ou uma esfera de metal ou uma dessas empunhaduras como as de espadas. Esse irmão da Marinha dizia que os árabes ficavam de pau duro e inseriam esse cabo de metal dentro e por toda a extremidade de seus paus. Eles então batiam punheta com o cabo dentro, e isso os faziam gozar melhor. De forma mais intensa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Esse irmão mais velho viajava pelo mundo, mandando frases em francês. Frases em russo. Dicas de punhetagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Depois disso, o irmão mais novo, um dia ele não aparece na escola. Naquela noite, ele liga pedindo para eu pegar seus deveres de casa pelas próximas semanas. Porque ele está no hospital.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Ele tem que compartilhar um quarto com velhos que estiveram operando as entranhas. Ele diz que todos compartilham a mesma televisão. Que a única coisa para dar privacidade é uma cortina. Seus pais não o vem visitar. No telefone, ele diz como os pais dele queriam matar o irmão mais velho da Marinha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Pelo telefone, o garoto diz que, no dia anterior, ele estava meio chapado. Em casa, no seu quarto, ele deitou-se na cama. Ele estava acendendo uma vela e folheando algumas revistas pornográficas antigas, preparando-se para bater uma. Isso foi depois que ele recebeu as notícias de seu irmão marinheiro. Aquela dica de como os árabes se masturbam. O garoto olha ao redor procurando por algo que possa servir. Uma caneta é grande demais. Um lápis, grande demais e áspero. Mas escorrendo pelo canto da vela havia um fino filete de vela derretida que poderia servir. Com as pontas dos dedos, o garoto descola o filete da vela. Ele o enrola na palma de suas mãos. Longo, e liso, e fino.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Chapado e com tesão, ele enfia lá dentro, mais e mais fundo por dentro do canal urinário de seu pau. Com uma boa parte da cera ainda para fora, ele começa o trabalho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Até mesmo nesse momento ele reconhece que esses árabes eram caras muito espertos. Eles reinventaram totalmente a punheta. Deitado totalmente na cama, as coisas estão ficando tão boas que o garoto nem observa a filete de cera. Ele está quase gozando quando percebe que a cera não está mais lá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; O fino filete de cera entrou. Bem lá no fundo. Tão fundo que ele nem consegue sentir a cera dentro de seu pau.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Das escadas, sua mãe grita dizendo que é a hora da janta. Ela diz para ele descer naquele momento. O garoto da cenoura e o garoto da cera eram pessoas diferentes, mas viviam basicamente a mesma vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Depois do jantar, as entranhas do garoto começam a doer. É cera, então ele imagina que ela vá derreter dentro dele e ele poderá mijar para fora. Agora suas costas doem. Seus rins. Ele não consegue ficar ereto corretamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; O garoto falando pelo telefone do seu quarto de hospital, no fundo pode-se ouvir campainhas, pessoas gritando. Game shows.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Os raios-X mostram a verdade, algo longo e fino, dobrado dentro de sua bexiga. Esse longo e fino V dentro dele está coletando todos os minerais no seu mijo. Está ficando maior e mais expesso, coletando cristais de cálcio, está batendo lá dentro, rasgando a frágil parede interna de sua bexiga, bloqueando a urina. Seus rins estão cheios. O pouco que sai de seu pau é vermelho de sangue.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; O garoto e seus pais, a família inteira, olhando aquela chapa de raio-X com o médico e as enfermeiras ali, um grande V de cera brilhando na chapa para todos verem, ele deve falar a verdade. Sobre o jeito que os árabes se masturbam. Sobre o que o seu irmãos mais velho da Marinha escreveu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; No telefone, nesse momento, ele começa a chorar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Eles pagam pela operação na bexiga com o dinheiro da poupança para sua faculdade. Um erro estúpido, e agora ele nunca mais será um advogado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Enfiando coisas dentro de você. Enfiando-se dentro de coisas. Uma vela no seu pau ou seu pescoço num nó, sabíamos que não poderia acabar em problemas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; O que me fez ter problemas, eu chamava de Pesca Submarina. Isso era bater punheta embaixo d'água, sentando no fundo da piscina dos meus pais. Pegando fôlego, eu afundava até o fundo da piscina e tirava meu calção. Eu sentava no fundo por dois, três, quatro minutos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Só de bater punheta eu tinha conseguido uma enorme capacidade pulmonar. Se eu tivesse a casa só para mim, eu faria isso a tarde toda. Depois que eu gozava, meu esperma ficava boiando em grandes e gordas gotas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Depois disso eram mais alguns mergulhos, para apanhar todas. Para pegar todas e colocá-las em uma toalha. Por isso chamava de Pesca Submarina. Mesmo com o cloro, havia a minha irmã para se preocupar. Ou, Cristo, minha mãe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Esse era meu maior medo: minha irmã adolescente e virgem, pensando que estava ficando gorda e dando a luz a um bebê retardado de duas cabeças. As duas parecendo-se comigo. Eu, o pai e o tio. No fim, são as coisas nais quais você não se preocupa que te pegam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; A melhor parte da Pesca Submarina era o duto da bomba do filtro. A melhor parte era ficar pelado e sentar nela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Como os franceses dizem, Quem não gosta de ter seu cú chupado? Mesmo assim, num minuto você é só um garoto batendo uma, e no outro nunca mais será um advogado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Num minuto eu estou no fundo da piscina e o céu é um azul claro e ondulado, aparecendo através de dois metros e meio de água sobre minha cabeça. Silêncio total exceto pelas batidas do coração que escuto em meu ouvido. Meu calção amarelo-listrado preso em volta do meu pescoço por segurança, só em caso de algum amigo, um vizinho, alguém que apareça e pergunte porque faltei aos treinos de futebol. O constante chupar da saída de água me envolve enquanto delicio minha bunda magra e branquela naquela sensação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Num momento eu tenho ar o suficiente e meu pau está na minha mão. Meus pais estão no trabalho e minha irmão no balé. Ninguém estará em casa por horas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Minhas mãos começam a punhetar, e eu paro. Eu subo para pegar mais ar. Afundo e sento no fundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Faço isso de novo, e de novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Deve ser por isso que garotas querem sentar na sua cara. A sucção é como dar uma cagada que nunca acaba. Meu pau duro e meu cú sendo chupado, eu não preciso de mais ar. O bater do meu coração nos ouvidos, eu fico no fundo até as brilhantes estrelas de luz começarem a surgir nos meus olhos. Minhas pernas esticadas, a batata das pernas esfregando-se contra o fundo. Meus dedos do pé ficando azul, meus dedos ficando enrugados por estar tanto tempo na água.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; E então acontece. As gotas gordas de gozo aparecem. É nesse momento que preciso de mais ar. Mas quando tento sair do fundo, não consigo. Não consigo colocar meus pés abaixo de mim. Minha bunda está presa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Médicos de plantão de emergência podem confirmar que todo ano cerca de 150 pessoas ficam presas dessa forma, sugadas pelo duto do filtro de piscina. Fique com o cabelo preso, ou o traseiro, e você vai se afogar. Todo o ano, muita gente fica. A maioria na Flórida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; As pessoas simplesmente não falam sobre isso. Nem mesmo os franceses falam sobre tudo. Colocando um joelho no fundo, colocando um pé abaixo de mim, eu empurro contra o fundo. Estou saindo, não mais sentado no fundo da piscina, mas não estou chegando para fora da água também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Ainda nadando, mexendo meus dois braços, eu devo estar na metade do caminho para a superfície mas não estou indo mais longe que isso. O bater do meu coração no meu ouvido fica mais alto e mais forte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; As brilhantes fagulhas de luz passam pelos meus olhos, e eu olho para trás... mas não faz sentido. Uma corda espessa, algum tipo de cobra, branco-azulada e cheia de veias, saiu do duto da piscina e está segurando minha bunda. Algumas das veias estão sangrando, sangue vermelho que aparenta ser preto debaixo da água, que sai por pequenos cortes na pálida pele da cobra. O sangue começa a sumir na água, e dentro da pele fina e branco-azulada da cobra é possível ver pedaços de alguma refeição semi-digerida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Só há uma explicação. Algum horrível monstro marinho, uma serpente do mar, algo que nunca viu a luz do dia, estava se escondendo no fundo escuro do duto da piscina, só esperando para me comer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Então... eu chuto a coisa, chuto a pele enrugada e escorregadia cheia de veias, e parece que mais está saindo do duto. Deve ser do tamanho da minha perna nesse momento, mas ainda segurando firme no meu cú. Com outro chute, estou a centímetros de conseguir respirar. Ainda sentido a cobra presa no meu traseiro, estou bem próximo de escapar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Dentro da cobra, é possível ver milho e amendoins. E dá pra ver uma brilhante esfera laranja. É um daqueles tipos de vitamina que meu pai me força a tomar, para poder ganhar massa. Para conseguir a bolsa como jogador de futebol. Com ferro e ácidos graxos Ômega 3.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Ver essa pílula foi o que me salvou a vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Não é uma cobra. É meu intestino grosso e meu cólon sendo puxados para fora de mim. O que os médicos chamam de prolapso de reto. São minhas entranhas sendo sugadas pelo duto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Os médicos de plantão de emergência podem confirmar que uma bomba de piscina pode puxar 300 litros de água por minuto. Isso corresponde a 180 quilos de pressão. O grande problema é que somos todos interconectados por dentro. Seu traseiro é apenas o término da sua boca. Se eu deixasse, a bomba continuaria a puxar minhas entranhas até que chegasse na minha língua. Imagine dar uma cagada de 180 quilos e você vai perceber como isso pode acontecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; O que eu posso dizer é que suas entranhas não sentem tanta dor. Não da forma que sua pele sente dor. As coisas que você digere, os médicos chamam de matéria fecal. No meio disso tudo está o suco gástrico, com pedaços de milho, amendoins e ervilhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Essa sopa de sangue, milho, merda, esperma e amendoim flutua ao meu redor. Mesmo com minhas entranhas saindo pelo meu traseiro, eu tentando segurar o que restou, mesmo assim, minha vontade é de colocar meu calção de alguma forma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Deus proíba que meus pais vejam meu pau.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Com uma mão seguro a saída do meu rabo, com a outra mão puxo o calção amarelo-listrado do meu pescoço. Mesmo assim, é impossível puxar de volta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Se você quer sentir como seria tocar seus intestinos, compre um camisinha feita com intestino de carneiro. Pegue uma e desenrole. Encha de manteiga de amendoim. Lubrifique e coloque debaixo d'água. Então tente rasgá-la. Tente partir em duas. É firme e ao mesmo tempo macia. É tão escorregadia que não dá para segurar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Uma camisinha dessas é feita do bom e velho intestino.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Você então vê contra o que eu lutava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Se eu largo, sai tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Se eu nado para a superfície, sai tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Se eu não nadar, me afogo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; É escolher entre morrer agora, e morrer em um minuto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; O que meus pais vão encontrar depois do trabalho é um feto grande e pelado, todo curvado. Mergulhado na árgua turva da piscina de casa. Preso ao fundo por uma larga corda de veias e entranhas retorcidas. O oposto do garoto que se estrangula enquanto bate uma. Esse é o bebê que trouxeram para casa do hospital há 13 anos. Esse é o garoto que esperavam conseguir uma bolsa de jogador de futebol e eventualmente um mestrado. Que cuidaria deles quando estivessem velhinhos. Seus sonhos e esperanças. Flutuando aqui, pelado e morto. Em volta dele, gotas gordas de esperma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Ou isso, ou meus pais me encontrariam enrolado numa toalha encharcada de sangue, morto entre a piscina e o telefone da cozinha, os restos destroçados das minhas entranhas para fora do meu calção amarelo-listrado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Algo sobre o qual nem os franceses falam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Aquele irmão mais velho na Marinha, ele ensinou uma outra expressão bacana. Uma expressão russa. Do jeito que nós falamos "Preciso disso como preciso de um buraco na cabeça...," os russos dizem, "Preciso disso como preciso de dentes no meu cú......&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Mne eto nado kak zuby v zadnitse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Essas histórias de como animais presos em armadilhas roem a própria perna fora, bem, qualquer coiote poderá te confirmar que algumas mordidas são melhores que morrer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Droga... mesmo se você for russo, um dia vai querer esses dentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Senão, o que você pode fazer é se curvar todo. Você coloca um cotovelo por baixo do joelho e puxa essa perna para o seu rosto. Você morde e rói seu próprio cú. Se você ficar sem ar você consegue roer qualquer coisa para poder respirar de novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Não é algo que seja bom contar a uma garota no primeiro encontro. Não se você espera por um beijinho de despedida. Se eu contasse como é o gosto, vocês não comeriam mais frutos do mar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; É difícil dizer o que enojaria mais meus pais: como entrei nessa situação, ou como me salvei. Depois do hospital, minha mãe dizia, "Você não sabia o que estava fazendo, querido. Você estava em choque." E ela teve que aprender a cozinhar ovos pochê.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Todas aquelas pessoas enojadas ou sentindo pena de mim....&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Precisava disso como precisaria de dentes no cú.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Hoje em dia, as pessoas sempre me dizem que eu sou magrinho demais. As pessoas em jantares ficam quietas ou bravas quando não como o cozido que fizeram. Cozidos podem me matar. Presuntadas. Qualquer coisa que fique mais que algumas horas dentro de mim, sai ainda como comida. Feijões caseiros ou atum, eu levanto e encontro aquilo intacto na privada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Depois que você passa por uma lavagem estomacal super-radical como essa, você não digere carne tão bem. A maioria das pessoas tem um metro e meio de intestino grosso. Eu tenho sorte de ainda ter meus quinze centímetros. Então nunca consegui minha bolsa de jogador de futebol. Nunca consegui meu mestrado. Meus dois amigos, o da cera e o da cenoura, eles cresceram, ficaram grandes, mas eu nunca pesei mais do que pesava aos 13 anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Outro problema foi que meus pais pagaram muita grana naquela piscina. No fim meu pai teve que falar para o cara da limpeza da piscina que era um cachorro. O cachorro da família caiu e se afogou. O corpo sugado pelo duto. Mesmo depois que o cara da limpeza abriu o filtro e removeu um tubo pegajoso, um pedaço molhado de intestino com uma grande vitamina laranja dentro, mesmo assim meu pai dizia, "Aquela porra daquele cachorro era maluco."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Mesmo do meu quarto no segundo andar, podia ouvir meu pai falar, "Não dava para deixar aquele cachorro sozinho por um segundo...."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; E então a menstruação da minha irmã atrasou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Mesmo depois que trocaram a água da piscina, depois que vendemos a casa e mudamos para outro estado, depois do aborto da minha irmã, mesmo depois de tudo isso meus pais nunca mencionaram mais isso novamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Nunca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Essa é a nossa cenoura invisível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Você. Agora você pode respirar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Eu ainda não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://apologiaaocaos.hpg.ig.com.br/&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-7524886655800949257?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/7524886655800949257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=7524886655800949257' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/7524886655800949257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/7524886655800949257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/05/esse-conto-primeira-coisa-que-pblico.html' title=''/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-3030059165072795311</id><published>2008-05-22T11:17:00.000-07:00</published><updated>2008-06-03T16:21:55.447-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><title type='text'>LEGEND OF ZELDA</title><content type='html'>&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/N46FJ3hJ_k4&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/N46FJ3hJ_k4&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-3030059165072795311?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/3030059165072795311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=3030059165072795311' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/3030059165072795311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/3030059165072795311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/05/legend-of-zelda.html' title='LEGEND OF ZELDA'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-5319619891795129186</id><published>2008-05-22T10:57:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T01:23:16.654-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imagens'/><title type='text'>CO-CO-CO-COOMBO BREAKER!!!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/SDW0m2J6fUI/AAAAAAAAABM/K_g7-rX6QWc/s1600-h/RADUKEN.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/SDW0m2J6fUI/AAAAAAAAABM/K_g7-rX6QWc/s400/RADUKEN.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203263523961601346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; OBS: Olha a cara do próximo da fila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://apologiaaocaos.hpg.ig.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-5319619891795129186?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/5319619891795129186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=5319619891795129186' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/5319619891795129186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/5319619891795129186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/05/co-co-co-coombo-breaker.html' title='CO-CO-CO-COOMBO BREAKER!!!'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/SDW0m2J6fUI/AAAAAAAAABM/K_g7-rX6QWc/s72-c/RADUKEN.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-5896539774195142348</id><published>2008-05-09T19:59:00.000-07:00</published><updated>2008-09-16T17:39:24.086-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Post Normal'/><title type='text'>Carta de Prometeu</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Então, como te contar como tudo começou, se nem eu mesmo sei&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como te falar do meu velho porão, onde sempre escondi meus cacos e trapos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No fundo você sempre soube, você sempre conheceu tudo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sabe que sou esta pequena mentira pretensiosa... arrogante&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não, não há nem mesmo tristeza... e isso é o que mais dói&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Porque, de certa forma, você acaba viciado nela (seu único refúgio)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A verdade é assim, feia, sem rima &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E quase engraçada quando dita por um mentiroso&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ainda que seja por aquele palhaço sem graça... Que embaraçoso!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Deixa pra lá, você sabe melhor do que eu que no fundo tanto faz&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Me pergunto se isso é mesmo necessário&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Talvez seja aquele fundo de vaidade que me inibe&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não há mais religião, nem ídolos, nem desculpas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sempre quis consertar, mas consertar é só deixar do melhor jeito para mim&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Só quis mudar para provar a mim mesmo que podia&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sempre tentei ser profundo, mas tudo que consegui foi ser banal&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Das raízes de minha superficialidade!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tão sarcásticos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O mundo e eu&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tão irônicos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu e o mundo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se ele me ignora, finjo ignorá-lo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Conhecer um pouco de tudo significa não conhecer nada de verdade&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sabe de uma coisa, ainda me surpreendo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O mar, o vento e a tempestade&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Queria que você pudesse assistir a esta fúria comigo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tenho que te falar do sal, não é mesmo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Daquele que espalhei pelos jardins ao redor de minha casa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para provar que eu era árido e forte, o mais forte&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tenho que te confessar a arrogância, não é mesmo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É tão difícil... não sei por que você me faz dizer isso&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No final o que sobra disso tudo é o tédio&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O tédio e eu&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Onde foram parar meus conflitos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A arte acabou e nem posso explodir&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pensei que meu coração explodiria quando ela me deixasse&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Varrendo tudo que é comum e vulgar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um novo mundo em que o diferente seria normal&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E, quando fosse normal, alguém estaria lá para odiá-lo em meu lugar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sei que você acha isso bobo, mas eu acho que é o que há de mais bonito&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A única coisa que ainda me faz rir é atirar-se de cabeça contra os gigantes&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lembra aquilo que te dizia?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Sou a pedra de Davi esmagando a crânio de Golias”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Bobagem...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mentira...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O pior de tudo é encarar essa sua compreensão, esse seu perdão&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Onde está meu fogo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se eu pudesse queimar tudo outra vez, não pouparia nada, nem ninguém&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não há segundas chances&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estou aqui, no único pedaço de chão que existe no meio do nada&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Foda-se se for pra sempre&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Diante de mim, tudo é escuridão; para trás, tudo é vazio&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quer saber de uma coisa, não me arrependo de nada&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mentira.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Antes de ir embora, me diga o que eu sou&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A lança arremessada? A pedra atirada?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ou a mesa posta? O rebanho no pasto?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Talvez a ligação desesperada no meio da noite&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Deixa pra lá, na verdade nem importa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Só espero que um dia possa te perdoar por ter me perdoado&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Você não podia ir embora agora&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Me deixar comigo mesmo é desleal&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não é justo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não é justo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não é justo...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por que você não ri e me diz aquilo que te disse?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Nunca foi”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Seria perfeito, a última pedra atirada&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;http://apologiaaocaos.hpg.ig.com.br/&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-5896539774195142348?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/5896539774195142348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=5896539774195142348' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/5896539774195142348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/5896539774195142348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/05/carta-de-prometeu.html' title='Carta de Prometeu'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-1485782610473713405</id><published>2008-05-07T09:23:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T01:23:16.819-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imagens'/><title type='text'>Um novo conceito</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/SCHXyTR2mCI/AAAAAAAAABE/bhSQo9ReFm0/s1600-h/pira+de+lego.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/SCHXyTR2mCI/AAAAAAAAABE/bhSQo9ReFm0/s400/pira+de+lego.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197672704130848802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://apologiaaocaos.hpg.ig.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-1485782610473713405?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/1485782610473713405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=1485782610473713405' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/1485782610473713405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/1485782610473713405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/05/um-novo-conceito.html' title='Um novo conceito'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/SCHXyTR2mCI/AAAAAAAAABE/bhSQo9ReFm0/s72-c/pira+de+lego.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-2439673425087861414</id><published>2008-05-07T09:20:00.000-07:00</published><updated>2008-05-09T19:58:29.752-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><title type='text'>"Órbitas..."</title><content type='html'>&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/bN_HL-jVYYw&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/bN_HL-jVYYw&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-2439673425087861414?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/2439673425087861414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=2439673425087861414' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/2439673425087861414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/2439673425087861414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/05/rbitas.html' title='&quot;Órbitas...&quot;'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-7425092321578323369</id><published>2008-05-07T09:15:00.000-07:00</published><updated>2009-03-31T13:44:25.345-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-7425092321578323369?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/7425092321578323369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=7425092321578323369' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/7425092321578323369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/7425092321578323369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/05/vdeo-referente-dica.html' title=''/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-5536121172492706664</id><published>2008-04-29T15:15:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T12:45:00.214-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Post Normal'/><title type='text'>Entre o sábado e o domingo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Beber pra esquecer a rotina, pra esquecer que o amanhã é uma continuação do hoje. Beber pra rir mais fácil, pra falar sem censurar a si próprio ou aos outros. Era isso que dois amigos quaisquer faziam num bar qualquer. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;O dono do estabelecimento recolhia as mesas ao redor deles. Deixando claro que era hora de fechar e que, naquele momento, o que consumiam não valia seu sono. O som é desligado, como se estivesse dizendo “Caiam fora!”. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Eles não ficam bravos. Apenas riem, àquela altura, tudo é motivo pra risos. Entram no carro, colocam o sinto de segurança e, então, se dão conta do que está acontecendo. Estão voltando para a vida. Aquela em que não se dorme à noite preocupando-se com o amanhã, ou lamentando o que passou. Aquela em que as horas não passam nos momentos pé-no-saco, e que voam quando se está no bar. Aquela em que um dia é o tempo entre olhar sua cara podre no espelho do banheiro na hora em que acorda e olhar sua cara podre no espelho do banheiro antes de dormir. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;- Que merda, cara... Não tem nada mais deprimente do que voltar pra casa depois do bar.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;- Tá aí uma verdade, mas fazer o quê...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;- Sei lá, dirija pra qualquer lugar, mas não me deixe &lt;st1:personname productid="em casa. Que" st="on"&gt;em  casa. Que&lt;/st1:personname&gt; droga! Amanhã é domingo, o dia mais porco que pode existir.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;- Vou parar no posto. Aí a gente pede orientação pra santa cerveja sobre o que a gente faz. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;- Isso, nada melhor do que pedir orientação ao oráculo. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;- Ah, o Nestor?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Eles riem, porque ainda é algo entre sábado e domingo, entre a embriaguez e a sobriedade. E precisam comprar cerveja, porque, se não podem impedir o domingo, pelo menos, podem atrasar a sobriedade.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Uma mijada na parede do posto, a uns três passos de uma placa que diz sanitário masculino; duas long necks e uma idéia. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;- Eu vou dirigir até acabar a gasolina. Que tal? Pego a estrada e onde o carro parar, parou.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Um momento de silêncio. Além de analisar a proposta, é preciso dar ao momento o suspense que ele merece. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;- Cara... meu amigo Charlie Brown...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;A embriaguez é um guia, quando se apanha a sua mão, ela o leva para onde bem entende. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;- ... Meu amigo Tango e Cash...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;- E aí, o que você acha da idéia? Fala logo, seu bêbado safado... &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;- Foi a melhor idéia que você já teve. Vamos comprar mais umas cervejas e vamos nessa.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Dar a partida. Beber. Pegar a auto-estrada. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;- Se beber não dirija... – diz um deles olhando o rótulo. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;- Se comer não escreva.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;- Se coçar não depile.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;- Se escalar não hipnotize. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Risos. Perder o fôlego. Risos. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;- Por que não escrevem isso nos rótulos? Esses caras não têm o mínimo de senso de humor. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;No horizonte, o sol anuncia o temido domingo. Mas agora ele nem é mais temido. Ele não indica mais a continuidade, o ciclo se fechando. Ele sucumbe ante a excitação do diferente. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;- Foda-se, domingo – diz um deles.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;- Foda-se, domingo – arremata o outro. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Curvas. Retas. Curvas. Retas. Retas. O motor começa a perder o torque. Engrenagens movidas agora apenas pela inércia, não mais pela gasolina. O carro pára no acostamento. Ao redor, fazendas e quilômetros de plantação. Um amigo olha para o outro. Um abre a porta do passageiro, corre, pula uma cerca baixa e continua correndo por entre uma plantação de trigo. O outro abre a porta do motorista, corre na direção oposta, pula uma cerca e continua correndo por entre uma plantação de milho. Correr até quando houver energia, este é o sentido.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;http://apologiaaocaos.hpg.ig.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-5536121172492706664?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/5536121172492706664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=5536121172492706664' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/5536121172492706664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/5536121172492706664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/04/entre-o-sbado-e-o-domingo.html' title='Entre o sábado e o domingo'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-3598111716479073483</id><published>2008-04-27T19:09:00.000-07:00</published><updated>2008-04-27T19:13:47.747-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><title type='text'>O cara só queria garantir o emprego...</title><content type='html'>&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7sFpgqUa5fk&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7sFpgqUa5fk&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-3598111716479073483?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/3598111716479073483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=3598111716479073483' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/3598111716479073483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/3598111716479073483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/04/o-coitado-s-queria-garantir-o-emprego.html' title='O cara só queria garantir o emprego...'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-6860681856624535856</id><published>2008-04-27T19:03:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T01:23:17.021-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imagens'/><title type='text'>"Führer, acho que eu tava sentado..."</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/SBUwmCq_7nI/AAAAAAAAAA8/40Pvyp8FMco/s1600-h/perdi+hitler.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/SBUwmCq_7nI/AAAAAAAAAA8/40Pvyp8FMco/s400/perdi+hitler.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194111175352118898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   http://apologiaaocaos.hpg.ig.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-6860681856624535856?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/6860681856624535856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=6860681856624535856' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/6860681856624535856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/6860681856624535856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/04/fhrer-acho-que-eu-tava-sentado.html' title='&quot;Führer, acho que eu tava sentado...&quot;'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/SBUwmCq_7nI/AAAAAAAAAA8/40Pvyp8FMco/s72-c/perdi+hitler.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-7944429671050002204</id><published>2008-04-20T11:05:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T12:49:42.421-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Post Normal'/><title type='text'>A Taberna</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; font-family: arial;"&gt;Aquela taberna não tinha nada de especial, os que ali estavam bebiam para se aquecer e, provavelmente, haviam sido atraídos pelo baixo preço. A maioria estudantes e trabalhadores ordinários. Uma música ruim parecia esforçar-se para se destacar em meio ao chiado do rádio. Devido ao clima rigoroso, os únicos que ocupavam as mesas que havia do lado de fora eram Ivan e Dimitri. A garrafa de vodka pela metade, para espantar o frio e facilitar a conversa: &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- ... Creio que talvez a razão seja apenas desfrutar de tudo que estiver ao nosso alcance, o que justificaria a busca pelo dinheiro e todas as tentativas de satisfazer nossos desejos. Digo, todos aqueles que possam ser satisfeitos sem atropelar os indivíduos que nos cercam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Então, é realmente isso que você pensa? Livre de qualquer hipocrisia?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Por que me pergunta isso, Ivan? Por que eu estaria sendo hipócrita? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Você realmente acha que se pode satisfazer algum desejo, algum que valha a pena ser citado, sem atropelar a vontade de alguém? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Dimitri traga seu cigarro, como se talvez a resposta estivesse na fumaça e, em seguida, prossegue:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Por um tempo, pensei da seguinte maneira, talvez eu ainda pense assim, os dois únicos modos de realização que podem haver na vida estão em fazer tudo aquilo que se quer, viver em função de si e, digo-lhe, sem qualquer sombra de ética. Aquele que é forte, simplesmente por sê-lo, tem direito de passar por cima de tudo que lhe impeça de saciar suas vontades. Ou, o oposto, viver na servidão. Esquecer-se de si, trabalhar pelo outro até esquecer de seus próprios desejos. Muitas vezes, me senti tentado a abandonar tudo que tenho e me dedicar a limpar feridas de doentes e pregar a Palavra, ainda que não cresse nela, pelas províncias mais pobres de nosso país. Depois de um tempo, creio que acabaria acreditando, ao evangelizar os outros, acabaria evangelizando a mim também. No entanto, há egoísmo nisso, você percebe, Ivan? Há uma arrogância ainda mais hipócrita na segunda do que na primeira...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Sim, claro que percebo. Esquecer de si próprio é a atitude mais covarde que se pode ter, é como viver dopado... no entanto, ainda mais covarde, pois busca o reconhecimento dos outros pela nobreza de seu ato. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Talvez, você não acredite, Ivan, mas, no meu caso, creio que essa opção não é tão hipócrita assim. Perdi as contas de quantas vezes senti vontade de anular todos os meus desejos para servir à humanidade, do fundo de minha alma quis simplesmente servir aos outros. Mas como disse aquele escritor, como mesmo é o nome dele? Enfim, como ele disse, é muito mais fácil amar a Humanidade do que um único homem. A coisa parece tão sedutoramente bela e poética. Mas o que eu encontraria? Apenas desdentados mal cheirosos, cabelos desgrenhados e espíritos pobres. E por Deus, nunca suportaria a ingratidão! Bastaria que um deles se mostrasse indiferente após eu ter passado uma noite ao lado de sua cama, velando por seu sono, para que todo meu ideal desmoronasse. Essa vida não passa de um grande teatro mal interpretado, não é mesmo? E o que é mais deprimente é que bastaria que estes desgraçados simplesmente soubessem desempenhar seus papéis para que eu tivesse minha felicidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Você não entende, Dimitri. Como acabou de confessar, era sua felicidade que buscaria na servidão. E como ainda tem coragem de dizer que essa alternativa não seria tão hipócrita assim?! Mas tudo bem, suponhamos que você realmente quisesse apenas servir à felicidade do outro. O que pode ser mais covarde do que isso? O Homem que nega a si mesmo como homem, esse é o que mais merece ser desprezado. Nega sua própria natureza, foge de si escondendo-se atrás da postura do divino. Isso porque, no fundo, sempre há a tentativa de fuga. Todavia, se ele realmente fosse capaz de amar esse indivíduo vulgar, esse ingrato e pobre de espírito que não seria digno sequer da presença&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;dele, mas que, para ele, pareceria a própria razão de sua existência. Se ele fosse capaz disso, então daria significado a todo o resto que existe. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Como assim, daria significado a todo o resto que existe? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Você me conhece, Dimitri, sabe que sou desiludido e diria até deprimido. Para mim, estamos simplesmente perdidos nesta vastidão do espaço, sem razão de ser e nunca teremos as respostas para as perguntas que mais nos angustiam. Nunca seremos capazes sequer de constatarmos nossa infeliz falta de propósito. Mas suponhamos que não fosse assim, vejo apenas duas maneiras de possuirmos algum sentido: a perfeição ou a justiça. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- E o sentido simplesmente pelo existir, você o desconsidera? Digo, considerando apenas a felicidade breve, o gozo do momento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Sou racional ou estúpido demais para me contentar com isso. Você sabe, o mal dos homens, tentar dar um sentido a tudo. Negamo-nos a nos ver com a mesma importância de todos os outros seres vivos. Era sobre essa infeliz constatação que dizia que creio que seremos incapazes de chegar um dia, mas que, creio eu, deva ser a verdade. Somos frutos do acaso e por ele seremos engolidos. Como todo o resto que existe. Mas eu falava sobre a outra possibilidade, a de haver algum sentido. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Sim, prossiga.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Se houvesse uma perfeição, ainda que finita. Se houvesse um indivíduo perfeito, e digo isso tomando como base meus critérios individuais e subjetivos, então, todo o resto teria significado, porque serviria de contexto e de certa forma teria contribuído para o surgimento deste ser. Você me entende? Só que, no caso, tudo faria sentido apenas para mim e para aqueles que dividem comigo os mesmos critérios de perfeito. Esse ser não precisaria ter nenhuma finalidade. Poderia ser um Cristo que morre por um deus que não existe. Ele, por si só, seria a justificativa. A perfeição, mesmo que finita, ao meu ver, daria sentido a todo o resto. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Confesso que não aliviaria as minhas angústias. No entanto, consigo reconhecer o sentido da proposição. E a outra, Ivan, qual seria a outra possibilidade? Quem sabe pudesse trazer alívio a mim também...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- A outra, como disse, seria a justiça. Creio que boa parte de nossas angústias se devam a sensação de estarmos perdidos aqui, a mercê de um mundo e uma vida indiferentes a nós. Fazendo o bem ou o mal, que diferença faz... que diferença faz se teremos escrúpulos ou não. Tenho uma inclinação a fazer aquilo que acho correto, procuro policiar as minhas atitudes, porque desenvolvi um certo senso de ética. Mas e se não fosse assim? Faria alguma diferença? Quantos torturados morreram clamando por justiça, e quantos algozes morreram na paz da velhice? Quantos tentaram viver dentro de seus princípios e morreram enforcados num quarto de porão, e quantos sem escrúpulos desfrutam da fartura em seus palácios? Você percebe, Dimitri, talvez tudo tenha um propósito maior que um dia seja revelado, mas eu duvido disso. Então, você vê onde estamos? Não há nada em que possamos confiar. Mas, se houvesse a justiça, então, de certa forma, tudo faria sentido. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Mas como, como poderia haver tal justiça?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Você me conhece, sabe que sou um ateu convicto. Não me orgulho disso, mesmo porque, não haveria razão para me orgulhar, tampouco, para ter vergonha. De qualquer forma, o único modo de haver justiça e, por conseguinte, haver sentido, seria o juízo final. Quando todos tivessem que se prostrar diante de uma fonte inquestionável de justiça; uma fonte incorruptível. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- É irônico, não é mesmo, Ivan? Nossa geração de ateus ainda só consegue apontar soluções religiosas. Mesmo que inviáveis e fantasiosas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Não conseguimos assimilar a idéia de nossa efemeridade e falta de propósito. Mas sabemos qual é a provável verdade, não é mesmo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- E qual seria?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Somos uma casca que não envolve nada. Mas, talvez, haja muito mais conforto no nada do que em qualquer outra essência. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Mais um gole de vodka, um suspiro imperceptível e uma tragada.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;http://apologiaaocaos.hpg.ig.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-7944429671050002204?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/7944429671050002204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=7944429671050002204' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' 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onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/SAuFTJi8OLI/AAAAAAAAAA0/Ge82ELXZzdA/s1600-h/pira+de+batman.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/SAuFTJi8OLI/AAAAAAAAAA0/Ge82ELXZzdA/s400/pira+de+batman.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191389559501109426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;http://apologiaaocaos.hpg.ig.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-1759819302956526061?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/1759819302956526061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' 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Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-1912311431411796758</id><published>2008-04-14T06:56:00.000-07:00</published><updated>2008-04-20T11:14:27.330-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><title type='text'>Impossível saber o que é melhor: a atuação dela, ou a reveladora frase final?</title><content type='html'>&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/n96GWy67C9E&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/n96GWy67C9E&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" 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title='Impossível saber o que é melhor: a atuação dela, ou a reveladora frase final?'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-8527674800872497667</id><published>2008-04-14T06:38:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T01:23:17.382-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imagens'/><title type='text'>FLAWLESS VICTORY</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/SANg6HEaf3I/AAAAAAAAAAs/BZVLA_EiZHI/s1600-h/OWNED.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" 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href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/8527674800872497667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/04/flawless-victory.html' title='FLAWLESS VICTORY'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/SANg6HEaf3I/AAAAAAAAAAs/BZVLA_EiZHI/s72-c/OWNED.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-8210883946383227487</id><published>2008-04-09T17:05:00.000-07:00</published><updated>2009-03-23T07:29:34.481-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Post Normal'/><title type='text'>Princípios da Incerteza</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E eu que nem queria tanto&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas sempre recebi menos que pouco&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É, eu sei, é do barro que se faz o santo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E é da lama que se faz o louco&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Às vezes me assusto&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Porque me explicam quase tudo que se sabe&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas não me explicam que o “quase” é muito&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E tudo numa palavra só não cabe&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;É estranho se sentir normal&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;À medida que se sente diferente&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quanto mais distante da Curva de Gauss&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sou menos número e mais gente&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Já que tudo desabou&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Talvez devêssemos tomar alguma atitude&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A hora que não veio já passou&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nasci velho perseguindo a juventude&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Agora que podem nos destruir,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nós os amamos!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se não podemos encobrir&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Então queimamos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Somos tão bons!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se não posso esquecer, por favor, não me recorde&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A mudez é a nudez dos sons&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se não pode dormir, que tal alguns acordes?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A cóclea, o estribo e o martelo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que não pára de bater (lá dentro)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Esse meu lobo é tão atemporal!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O som, a vibração e o monastério (advento)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sou cinza, morno e banal&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lamento...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                               &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;“Literatura, prostituta velha e metida!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dizem os meninos jovens e ressentidos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Saia pela entrada e entre pela saída&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Desconstrua para achar algum sentido&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Tudo que descubro&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Já foi encontrado há mais de um século&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não sou eu que julgo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E pouco me importa seu método&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas qual é a sentido da poesia?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que não vende, não compra e não mata&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É o mesmo sentido de quem sentia&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De caber em tudo e não servir pra nada&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O tempo livre se mata com rima&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E a liberdade não se mata só com grade&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mais um verso e o fim se aproxima&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Depois do começo, só é certo que se acabe&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;http://apologiaaocaos.hpg.ig.com.br/&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                               &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: -106.2pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style=""&gt;                                                                       &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;                                               &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-8210883946383227487?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/8210883946383227487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=8210883946383227487' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/8210883946383227487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/8210883946383227487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/04/princpios-da-incerteza.html' title='Princípios da Incerteza'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-2068267954604272150</id><published>2008-04-06T12:28:00.000-07:00</published><updated>2008-04-07T12:46:22.927-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><title type='text'>Ooops!! Por que isso não acontece com a Hebe??!!</title><content type='html'>&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Wc3XnB98Ir0&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Wc3XnB98Ir0&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-2068267954604272150?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/2068267954604272150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=2068267954604272150' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/2068267954604272150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/2068267954604272150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/04/ooops-por-que-isso-no-acontece-com-hebe.html' title='Ooops!! Por que isso não acontece com a Hebe??!!'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-4530325336726049016</id><published>2008-04-06T12:22:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T01:23:17.543-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imagens'/><title type='text'>Alerta nas praias de Recife</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/R_kjZw6qL1I/AAAAAAAAAAk/kOJ4WmAD_yE/s1600-h/tubarao+aleatorio%5D.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/R_kjZw6qL1I/AAAAAAAAAAk/kOJ4WmAD_yE/s400/tubarao+aleatorio%5D.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186215371428474706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                &lt;br /&gt;                              &lt;span style="font-family:arial;"&gt;                                Não, não... "It´s a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fucking &lt;/span&gt;Shark!&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://apologiaaocaos.hpg.ig.com.br/&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                             &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-4530325336726049016?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/4530325336726049016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=4530325336726049016' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/4530325336726049016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/4530325336726049016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/04/alerta-nas-praias-de-recife.html' title='Alerta nas praias de Recife'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/R_kjZw6qL1I/AAAAAAAAAAk/kOJ4WmAD_yE/s72-c/tubarao+aleatorio%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-4832615926665379000</id><published>2008-04-01T13:59:00.000-07:00</published><updated>2009-01-06T07:38:04.776-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Post Normal'/><title type='text'>O Lixeiro</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Minha profissão não tem reconhecimento. Você não pode ter muitas expectativas de subir de cargo. A maioria dos meus colegas tenta esconder que trabalha nisso. Por que você acha que vê lixeiros trabalhando de boné durante a noite? Numa folha de cadastro, para uma loja ou coisa que o valha, tentam esconder o jogo: “Coletor municipal” ou “trabalhador público”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Imbecis! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Bando de babacas frustrados...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Eu sei o valor do meu trabalho. Fazemos aquilo que ninguém quer fazer. Paramos de trabalhar por uma semana e, se você mora numa metrópole, terá que escalar montes de sua própria porcaria para sair de casa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;O mundo gera 30 bilhões de toneladas de lixo por ano.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;O país em que vivo gera 140 mil toneladas de lixo por dia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Dizem que estamos na Era Digital. Eu digo que estamos na Era do Lixo. Na Era em que sobram coisas inúteis. E somos nós que estamos lá pra dar conta do recado. Pra que você não se afogue em sua própria imundície.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Eu realmente gosto do que faço. Não fico preso a uma merda de escritório, achando que o mundo cabe na tela de um computador, com a bunda amortecida, sentada numa cadeira de couro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Alguém tem que fazer algo com as vísceras dos animais que oferecem o couro para estofar o banco dos seus automóveis.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Isso é o que mais fede. Pode acreditar. Chamam de necrochorume. É um líquido que escorre da carniça no período de putrefação. Aquele cheiro desgraçado é por causa da cadaverina, uma diamina (C&lt;sub&gt;5&lt;/sub&gt;H&lt;sub&gt;14&lt;/sub&gt;N&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt;) que também é parcialmente responsável pelo cheiro do sêmen e das infecções vaginais. Mesmo num aterro, no meio de todo aquele fedor, você consegue distinguir o cheiro da cadaverina. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Você deve conhecer o chorume normal. É aquele líquido que escorre do caminhão de lixo, que faz você prender a respiração quando passamos por você.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;O chorume é um efluente complexo que contém compostos orgânicos (ácidos orgânicos, substâncias húmicas, solventes, alcoóis, fenóis, compostos aromáticos, pesticidas, entre outros), metais potencialmente tóxicos (Cd, Zn, Cu, Pb) e muitos outros íons&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;: NH&lt;sub&gt;4&lt;/sub&gt;&lt;sup&gt;+&lt;/sup&gt;, Ca&lt;sup&gt;2+&lt;/sup&gt;, Mg&lt;sup&gt;2+&lt;/sup&gt;, K&lt;sup&gt;+&lt;/sup&gt;, Na&lt;sup&gt;+&lt;/sup&gt;, Cl&lt;sup&gt;-&lt;/sup&gt;, S&lt;sup&gt;2-&lt;/sup&gt;, HCO&lt;sub&gt;3&lt;/sub&gt;&lt;sup&gt;-&lt;/sup&gt;, etc. (BERTAZZOLI, 2005).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Aposto que você deve estar assustado por eu saber disso, sendo um lixeiro. Não se sinta culpado, o preconceito é muito mais enraizado do que admitimos. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;sup&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Perto da cadaverina, chorume tem fragrância de "&lt;i style=""&gt;Le mâle&lt;/i&gt;” ou “&lt;i style=""&gt;Channel n &lt;st1:metricconverter productid="5”" st="on"&gt;5&lt;span style="font-style: normal;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;. É interessante a relação das pessoas com o cheiro. Se você fede, você é discriminado. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Um frasco da linha “&lt;i style=""&gt;Imperial Majesty&lt;/i&gt;”, do perfume &lt;i&gt;"Nº 1 for Women"&lt;/i&gt; custa 200 mil dólares. Eu teria que trabalhar uns 10 anos inalando fedor pra comprar um frasco dessa porra. Não estou julgando ninguém. Cada um faz o que quer e pode. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Uma vez um velho me pediu pra juntar um pouco de chorume pra ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Tinha ouvido que aquilo era cheio de vitaminas. Que fazia bem pros ossos e pro sangue. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Eu sabia que não tinha fundamento. Mas se ele quer tomar chorume, ele tem esse direito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Entreguei um frasco pra ele, cheio com o líquido. Não era difícil pra eu conseguir. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Ele bebeu um gole na minha frente. Todo o tipo de loucura acontece com muito mais freqüência que você imagina.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Você pode conhecer as pessoas através de seus lixos. Pode saber quase tudo sobre elas. A classe social, os gostos, a opção sexual, suas frustrações, seus desejos... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Você pode saber se elas tem hemorróidas ou insônia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Se jantam lagosta ou macarrão instantâneo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Se elas se entopem de benzodiazepínicos ou heroína. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Se tomam chá verde ou se aplicam morfina. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Freud estudava o inconsciente das pessoas. Eu estudo seus lixos. Dá quase na mesma. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Prendi um gancho metálico na parte interna do caminhão. Quando quero conhecer mais uma pessoa de uma determinada casa, prendo o lixo dela sempre ali. No final do expediente, levo o lixo embora e o estudo com cuidado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Me dê um mês com o seu lixo e te conheço melhor do que sua mãe.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Com o tempo, você pega a manha. Só de pegar o saco você já sabe se é lixo do banheiro, da cozinha, do escritório...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Geralmente os do escritório são os que guardam mais informações, mas isso não é regra. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Você pode se surpreender muito examinando lixos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Uma senhora viúva, de 70 anos, com uma vasta coleção de vibradores. Você nem sonharia com isso vendo ela na missa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Um padre que coleciona armas de fogo. O sujeito tem um verdadeiro arsenal. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Um lixeiro de 30 anos, viciado em literatura russa. Você não diria isso se visse ele pendurado no caminhão. Esqueci, você nunca olha pra ele. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Você pode encontrar carteiras com muita grana dentro de um saco de lixo. O cara está ansioso, tem uma reunião importante. Resolve fumar um cigarro. Apanha uma caixa de fósforo. O celular toca, ele atende e pega a carteira pra digitar o número do CPF. Acende o cigarro, desliga o telefone e joga fora a carteira em vez da caixa de fósforos. Só vai se dar conta disso no meio da reunião. E se o caminhão de lixo já passou, então, já era. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Um conselho, sempre use luvas pra examinar o lixo do banheiro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;O último caso que estudei, foi o lixo de uma verdadeira mansão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Um advogado divorciado. Mesmo que o cara tenha grana pra contratar empregada, você sempre encontra embalagem de comida de microondas no lixo de divorciados. Em se tratando desses sujeitos metidos a importantes e ocupados, quase não tem erro. Eles acham que comer e cagar é desperdiçar tempo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;A próxima revolução da indústria vai ser criar um produto que faça você cagar rápido, na hora em que você quiser, sem perder tempo se limpando e sem os efeitos colaterais dos laxantes. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Crie um produto desses e o Viagra vai parecer gengibirra comparada à Coca-Cola. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Estudei um mês o lixo desse sujeito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Viciado &lt;st1:personname productid="em anfetaminas. Nada" st="on"&gt;em anfetaminas. Nada&lt;/st1:personname&gt; de incomum. Vasta coleção pornográfica. Natural. Comprador de instrumentos sado-masoquistas. Se você conhece o lixo das pessoas, isso não chega a ser estranho. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Um dia encontrei fotos dele com uma cabra. Natural, se for no rancho onde passa o fim de semana. Excêntrico, se for num quarto de motel. Zoofilia. É assim que chamam isso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Os psicanalistas dizem que não nascemos com um objeto sexual pré-determinado. Homens não nascem necessariamente gostando de mulheres e vice-versa. O objeto sexual pode ser qualquer coisa; não apenas seres vivos. Alguém pode escolher uma máquina de lavar como o seu objeto sexual, por exemplo. É isso que eles dizem. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Não estou nem aí se o cara quer se divertir com uma cabra. Estou examinando o lixo dele há apenas uma semana e já o conheço mais do que sua própria mãe. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Uma semana depois volto a encontrar fotos dele num motel. Mas ele já não está mais com cabras. Dessa vez, são fotos com meninos e meninas. Não sou bom em presumir idade, mas diria que tinham entre 10 e 13 anos. Pedofilia. É assim que chamam isso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Não importa se você &lt;st1:personname productid="l￪ Freud" st="on"&gt;lê Freud&lt;/st1:personname&gt;, Reich ou Lacan. Tive uma criação católica e algumas coisas pra mim sempre parecerão simplesmente safadeza. Alguns conceitos estão muito interiorizados para se desfazer deles um dia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;O cara é uma imundície. Um monte gigante de merda. E, oportunamente, eu sou um lixeiro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Pensei em várias formas de fazer a coisa. Me dê um disquete e o material certo e posso fazer seu computador explodir. É verdade. Você pode até se negar a acreditar, se pensa que isso o faz se sentir mais seguro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Ponha o disquete num envelope, junto com um bilhete escrito: “Conheço o seu segredo”. Basta um pouco de sorte e o problema todo já está resolvido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Não foi assim que fiz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Juro que não.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Mas, de qualquer forma, a essas horas, aquele porco deve estar em algum lugar do aterro, produzindo necrochorume. Exalando cadaverina. O fedor lembra a morte. Talvez seja por isso que as pessoas discriminam quem fede. Talvez seja meio inconsciente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Sou lixeiro. Levo o lixo da cidade para algum lugar distante, onde as pessoas não possam sentir o cheiro de suas próprias imundícies. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Sabe de uma coisa, no meu país não ganho mal pra fazer isso. E gosto do meu trabalho. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Ao ar livre. Sim, respirando podridão, mas uma hora você se acostuma. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Não preciso gastar dinheiro com academias, correndo &lt;st1:personname productid="em esteiras. Corro" st="on"&gt;em esteiras. Corro&lt;/st1:personname&gt; alguns quilômetros por dia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Suba no caminhão e exercite o quadríceps e um pouco da panturrilha. Apóie-se na barra para não cair, e exercite um pouco de tríceps, ombro e grupo dorsal. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Para se ter um trabalho de verdade, é preciso que você chegue em casa com o corpo cansado. Durma um sono longo e tranqüilo. Por isso a maioria das pessoas sofre de insônia hoje em dia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Sou lixeiro. É isso que faço. Carrego para longe suas imundícies, para que você possa esquecer delas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Você não me conhece. Sou um anônimo pra você. Você torce o nariz quando passo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Mas me dê um mês com seu lixo, e te conheço melhor do que sua mãe.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;/p&gt;http://apologiaaocaos.hpg.ig.com.br/&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-4832615926665379000?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/4832615926665379000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=4832615926665379000' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/4832615926665379000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/4832615926665379000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/04/o-lixeiro.html' title='O Lixeiro'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-400812674368060372</id><published>2008-03-28T12:25:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T12:56:06.180-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Post Normal'/><title type='text'>Do Behaviorismo Radical às piadas porcas do seu tio</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;O Behaviorismo é uma ciência que estuda o comportamento. O Behaviorismo Radical é uma corrente anti-mentalista proposta por B. F. Skinner. Fundamenta-se na suposição de que agimos (nos comportamos) em função das conseqüências (reforçadores). Por exemplo, trabalhamos porque recebemos um salário, ou porque nos sentimos realizados de alguma maneira, seja ela qual for. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Segundo o Behaviorismo Radical, o comportamento pode ser condicionado, através do Condicionamento Operante. Um estímulo (uma ação) tem como conseqüência uma resposta (um efeito) que pode ser reforçadora (agradável) ou não. A resposta pode não ser reforçadora quando houver Punição (castigo) ou Extinção (o estímulo não produzir resposta). Pode parecer surpreendente, mas, para eliminar um comportamento, a Extinção é mais eficaz do que a Punição. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Pode-se ilustrar os referidos conceitos através dos seguintes exemplos:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.4pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Você está com sede, abre a torneira e bebe água (Reforço Positivo);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.4pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Você está com sede, abre a torneira e leva um choque (Punição);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.4pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Você está com sede, abre a torneira e não sai nada (Extinção). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Certo, agora é a hora de colocar isso &lt;st1:personname productid="em pr￡tica. Vai" st="on"&gt;em prática. Vai&lt;/st1:personname&gt; haver uma confraternização, uma festa, um churrasco ou sei lá o quê na sua casa ou de um parente seu. Como sempre, aquela galera fazendo um barulho desgraçado: aquele bando de criança correndo de um lado para o outro sem nenhuma lógica aparente (não culpo elas, eu também fazia isso, creio eu); aquela sua avó te achando muito magro e pálido (“Esse menino precisa de um fortificante”; geralmente, essa é a fala dela); aquela sua tia achando que você cresceu, está bonito e “corado” (sem comentários sobre isso); e aquele seu tio que é um pseudo-positivista de plantão, que se julga o cara racional e prático querendo saber que porra você vai fazer da tua vida. Ele está tão preocupado com você que não percebe que a vida dele é uma merda e o filho dele não é, nem de longe, o sujeito mais produtivo deste mundo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;OK, você só queria cair fora dali, talvez pra ouvir música num canto qualquer ou sei lá o quê. Mas nessas reuniões quase sempre há cerveja ou qualquer coisa alcoólica (o que, convenhamos, por um lado é bom) e há o seu efeito colateral: o tio embriagado que se julga o cara engraçado. Muitas vezes, ele é o mesmo tio que assa a carne, no entanto, há algumas exceções. De qualquer forma, ele costuma mandar piadas horríveis pra cima de você também (o cara é um franco atirador mandando ver pra qualquer lado). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;É aqui que entra o ponto que faz toda a diferença: se você rir (reforçar o comportamento dele) você está perdido. Eu sei, na hora você vai sentir pena dele. Ele vai te olhar com aquela cara meio inchada, aqueles olhos pequenos, aquela aparência de cordeiro montanhês e você vai se sentir tentado a esboçar pelo menos um sorriso simpático após a piada infame que ele contar. Mas não se engane, se você rir, dez minutos depois, você é o alvo das piadas dele. E você está cercado pelos seus parentes, que, movidos por risos compulsivos, trazem os dentes à mostra. Você é um filhote de zebra, com a pata quebrada, cercado por um bando de hienas famintas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Para evitar esta situação, você não precisa se valer da Punição, mesmo porque, como já foi dito, ela não é a melhor saída. Acertar o cara com um espeto engordurado ou com um pedaço de pernil, não vai resolver o problema de ninguém. A solução é simples, quando ele contar a piada pra você, basta não rir (Extinção). Pode parecer que eu estou exagerando, mas, por favor, pelo seu próprio bem, apenas não ria.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;/p&gt;http://apologiaaocaos.hpg.ig.com.br/&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-400812674368060372?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/400812674368060372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=400812674368060372' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/400812674368060372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/400812674368060372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/03/do-behaviorismo-radical-s-piadas-porcas.html' title='Do Behaviorismo Radical às piadas porcas do seu tio'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-1409343560458243394</id><published>2008-03-28T12:14:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T01:23:17.803-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imagens'/><title type='text'>Burrhus Frederic Skinner</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/R-1E-g6qL0I/AAAAAAAAAAc/CxqCtPd_cfg/s1600-h/skinner.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/R-1E-g6qL0I/AAAAAAAAAAc/CxqCtPd_cfg/s400/skinner.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182874586951855938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                            &lt;span style="font-size:130%;"&gt;É muita cara de Skinner pra um sujeito só!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://apologiaaocaos.hpg.ig.com.br/&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-1409343560458243394?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/1409343560458243394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=1409343560458243394' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/1409343560458243394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/1409343560458243394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/03/burrhus-frederic-skinner.html' title='Burrhus Frederic Skinner'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' 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the yogurts, are better than you, because...'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-8123412256852162288</id><published>2008-03-25T13:51:00.000-07:00</published><updated>2008-03-25T13:57:34.187-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><title type='text'>System of Vila</title><content type='html'>&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/umv5YjYmJ30&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/umv5YjYmJ30&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" 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Vila'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-3177538800838746356</id><published>2008-03-18T09:30:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T12:57:35.723-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Post Normal'/><title type='text'>Grunge, o Peixe</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;Este  blog é dedicado a um peixe muito especial. &lt;/span&gt; &lt;p align="justify"&gt;     &lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;O  meu peixe.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;     &lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;Ele  se chamava Grunge, era um peixe beta; mas ele morreu. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;     &lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;Não,  isso não é uma metáfora. Eu só tinha um peixe, chamado Grunge, ele  passava o tempo todo virado com a parte lateral do corpo pra cima. E  a gente só sabia que ele estava vivo, quando colocava comida no aquário  e ele subia até a superfície pra comer.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;     &lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;Porra,  eu não estou tentando ser engraçado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;     &lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;Eu  só tinha um peixe. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;     &lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;Um  peixe chamado Grunge. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;     &lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;Mas  ele morreu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;http://apologiaaocaos.hpg.ig.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-3177538800838746356?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/3177538800838746356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=3177538800838746356' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/3177538800838746356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/3177538800838746356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/03/grunge-o-peixe.html' title='Grunge, o Peixe'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6707805655090999615.post-1594312267908762387</id><published>2008-03-15T13:13:00.001-07:00</published><updated>2008-12-09T01:23:18.091-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imagens'/><title type='text'>Kurt Cobain e o Urso do Neoliberalismo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/R9wuIz2b0xI/AAAAAAAAAAU/EQYxhwIyWBA/s1600-h/1193779250931.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/R9wuIz2b0xI/AAAAAAAAAAU/EQYxhwIyWBA/s320/1193779250931.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178064400461583122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://apologiaaocaos.hpg.ig.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6707805655090999615-1594312267908762387?l=grungeopeixe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/feeds/1594312267908762387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6707805655090999615&amp;postID=1594312267908762387' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/1594312267908762387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6707805655090999615/posts/default/1594312267908762387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grungeopeixe.blogspot.com/2008/03/blog-post.html' title='Kurt Cobain e o Urso do Neoliberalismo'/><author><name>Anderson Onofre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07993314254995755389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fGPh_a-szUo/R9wuIz2b0xI/AAAAAAAAAAU/EQYxhwIyWBA/s72-c/1193779250931.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
